Onze pessoas são presas durante operação contra o TCP em Vitória
Grupo ostentavam armas e ameaçavam moradores para impor regras e exercer domínio territorial
Ao menos 11 pessoas foram presas durante a Operação Hidra, deflagrada na manhã desta quarta-feira (7) nas regiões do Morro do Romão e do Forte São João, em Vitória. A ação visou cumprir 20 mandados de busca e apreensão e 15 mandados de prisão contra integrantes do Terceiro Comando Puro (TCP).
Segundo a Polícia Civil, as investigações tiveram início a partir de um trabalho de inteligência, bem como de campo, com apoio do 1º Batalhão da Policia Militar.
De acordo com as investigações, o grupo criminoso atuava com equipes de olheiros posicionadas em pontos estratégicos e mirantes das comunidades, utilizando rádios comunicadores e grupos de WhatsApp para monitorar a movimentação de policiais.
As apurações também apontaram a ostentação de armas de fogo, ameaças de morte e a utilização de explosivos contra moradores como forma de impor regras e exercer domínio territorial.
O grupo também estaria envolvido com a comercialização de drogas e com a organização de eventos utilizados como mecanismo de arrecadação de recursos para a organização criminosa.
Suspeito tentou fugir por alçapão
Segundo apurações da repórter Suzy Faria, da TV Tribuna/Band, durante o trabalho de buscas da polícia em uma residência, um dos suspeitos tentou fugir por uma espécie de alçapão no teto da casa, que dava acesso a uma laje. Um vídeo divulgado pela Polícia Civil (veja abaixo) mostra o buraco por onde o indivíduo tentou escapar. Ele foi preso em flagrante.
Ainda de acordo com apurações da repórter, dois dos presos durante a operação seriam suspeitos de liderar o tráfico de drogas de um dos morros. Um deles seria conhecido como "Tio Patinhas".
Durante a ação, os policiais também encontraram um caderno verde com anotações relacionadas ao tráfico de drogas e alguns adesivos com o nome de uma provável festa clandestina.
A operação
A operação contou com o apoio da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core), do Departamento Especializado de Narcóticos (DENARC), do Departamento Especializado de Investigações Criminais (DEIC), do Núcleo de Operações e Transporte Aéreo (NOTaer), além de outras unidades da Superintendência de Polícia Especializada (SPE), da Polícia Penal do Espírito Santo (PPES) e da Polícia Militar do Espírito Santo (PMES).
A Operação Hidra é coordenada pelo chefe do Departamento Especializado de Homicídio e Proteção à Pessoa (DEHPP), delegado Luiz Gustavo Ximenes, e contou com a participação do delegado-geral da Polícia Civil, Jordano Bruno, e do delegado-geral adjunto, Fabrício Dutra.
O nome da operação faz referência à Hidra de Lerna, criatura da mitologia grega representada como um monstro de várias cabeças, simbolizando a estrutura e a ramificação do grupo criminoso investigado.
Cerca de 130 agentes das forças de segurança participaram da ação.
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