Travesti é encontrada morta dentro de cela em presídio de Viana
Vítima estava custodiada na unidade destinada à população LGBTQIA+. Dois internos confessaram o crime após uma discussão, segundo a Sejus
Uma travesti foi encontrada morta dentro de uma cela da Penitenciária de Segurança Média 2 (PSME II), no Complexo Penitenciário de Viana, no início da manhã de domingo (27). A vítima foi identificada pelo nome social de Gabrielle e era conhecida como Bananinha.
Segundo informações da Secretaria da Justiça (Sejus), dois internos confessaram ter cometido o homicídio após uma discussão. Outros dois detentos que estavam na mesma cela no momento do crime também foram encaminhados para prestar depoimento à autoridade policial.
A Sejus informou que a Polícia Civil e a Polícia Científica foram acionadas e que o caso será investigado. A PSME II é destinada à custódia da população LGBTQIA+ e fica no Complexo Penitenciário Rodrigo Figueiredo da Rosa, em Viana. A Sejus identifica a unidade como Penitenciária de Segurança Média II.
De acordo com uma fonte ouvida pela reportagem, a vítima foi decapitada. A informação sobre a dinâmica e as lesões, porém, ainda deverá ser esclarecida pela investigação policial e pelos exames da perícia.
Gabrielle estava presa desde 8 de junho de 2024. Conforme os dados repassados à reportagem, ela respondia por roubo e tráfico de drogas.
Entre os dois detentos que confessaram o homicídio, um está preso desde 2 de agosto de 2017 e responde por estupro de vulnerável, associação para o tráfico e dano. Já o outro está no sistema prisional desde 23 de abril deste ano, pelos crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico.
Os outros dois internos ouvidos pela polícia também possuem passagens pelo sistema prisional. Um deles está preso desde 31 de maio de 2022 por tráfico de drogas e receptação. O outro está custodiado desde 3 de agosto de 2023 por tráfico de drogas e roubo.
Segundo a Sejus, oito mortes violentas foram registradas em presídios do Espírito Santo em 2026, incluindo o caso ocorrido no domingo.
A investigação deverá apontar as circunstâncias do homicídio, a participação de cada um dos quatro internos e a motivação da discussão que antecedeu o crime.
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