"Minha ideia não era remeter a eles", diz motorista de falso Transcol no ES
Proprietário do veículo foi notificado e terá que prestar esclarecimentos sobre a caracterização e o serviço oferecido
O motorista do carro de aplicativo que viralizou nas redes sociais por circular pelas ruas da Grande Vitória utilizando uma logomarca semelhante a da GVBus se pronunciou sobre o caso.
Em entrevista para a reportagem da TV Tribuna/Band, o homem, que não quis se identificar, disse que a ideia dele não era remeter ao Transcol, mas sim entrar nos bairros com mais segurança.
"A minha ideia não era remeter a eles [ao Transcol]. Era para entrar nos bairros com mais segurança", disse o motorista.
O homem ainda informou à reportagem que o carro tinha informativos que deixavam claro que o veículo não tinha vínculo com o sistema de transporte público da Grande Vitória.
Apesar disso, o uso da identificação visual que remetia ao Transcol acabou levando o caso aos órgãos responsáveis. Segundo apurações da TV Tribuna/Band, o proprietário do veículo foi notificado e terá que prestar esclarecimentos sobre a caracterização e o serviço oferecido.
Em vídeos que circularam pelas redes sociais, é possível observar, por meio do letreiro luminoso do carro, que o homem cobrava entre R$ 45 e R$ 70 pela corrida.
Ele informou à reportagem da TV Tribuna/Band que o veículo já foi descaracterizado e que já está com um advogado no caso.
"Em menos de 48 horas o carro já estava descaracterizado. A gente cumpriu o prazo antes mesmo de ser notificado", disse.
Em nota, a Companhia Estadual de Transportes Coletivos de Passageiros do Estado do Espírito Santo (Ceturb-ES) informou que está acompanhando o caso e que está adotando todas as medidas cíveis, criminais e administrativas cabíveis para apuração e responsabilização dos envolvidos.
Para a reportagem da TV Tribuna/Band, o Departamento Estadual de Trânsito do Espírito Santo (Detran-ES) também apontou possíveis irregularidades no veículo. Dentre elas, o uso do letreiro luminoso e o transporte remunerado de passageiros sem a autorização necessária.
A investigação do caso segue em andamento.
*Com informações da repórter Bruna Suellen, da TV Tribuna/Band
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