Recife celebra 60 anos de Chico Science com mega mural e circuito turístico
Prefeitura do Recife anuncia painel artístico no Bairro do Recife e realiza passeio guiado pelos pontos históricos do Manguebeat.
A Prefeitura do Recife anuncia um conjunto de ações culturais e turísticas para homenagear Chico Science nos 60 anos de seu nascimento. Nesta terça-feira (22), a capital pernambucana realiza o anúncio de um mega mural no Bairro do Recife e executa a edição especial do passeio "Um passo à frente e você não está mais no mesmo lugar", integrado ao projeto Olha! Recife.
Mega mural dedicado a Chico Science
A fachada do hotel Motto by Hilton, localizado na Rua da Guia, abrigará o novo painel dedicado a Chico Science. A obra foi elaborada pelo artista Arem através do Edital de Megamurais - Recife Cidade da Música, da prefeitura, e contou com a aprovação da família do músico.
Inspirada em registro fotográfico de Fred Jordão, a intervenção artística tem entrega prevista para o segundo semestre de 2026 e passará a integrar o circuito de arte urbana da capital, que já conta com homenagens a nomes como Naná Vasconcelos e à cultura do maracatu.
Circuito criativo guiado nesta terça-feira
Também na terça-feira (22), a partir das 10h, ocorre o circuito criativo guiado "Um passo à frente e você não está mais no mesmo lugar". Idealizado por Manu Rodrigues e premiado no setor de turismo, o percurso não exigirá agendamento prévio. A concentração terá início na Praça do Arsenal, de onde os participantes seguirão por locais estratégicos para a história do Manguebeat e da música pernambucana:
- Rua da Moeda: Local da estátua de Chico Science, assinada por Demétrio Albuquerque, e ponto do antigo bar Pina de Copacabana.
- Cais da Alfândega e Rio Capibaribe: Espaço de contemplação dos manguezais urbanos e da escultura do caranguejo gigante.
- Pátio de São Pedro: Visita ao Memorial Chico Science, espaço que reúne acervo audiovisual, literatura e registros sobre as influências do artista.
- Mercado de São José: Ponto focado na tradição dos instrumentos percussivos do maracatu.
O legado do Manguebeat
Surgido no início da década de 1990 — marco atribuído à aproximação entre as bandas Loustal (base da futura Chico Science & Nação Zumbi) e Mundo Livre S/A —, o Manguebeat promoveu a fusão entre ritmos tradicionais, como o maracatu e a ciranda, com a música pop, o hip hop e o rock alternativo.
Três décadas após o lançamento de álbuns históricos como Da Lama ao Kaos (1994) e Afrociberdelia (1996), a estética e os conceitos do movimento permanecem integrados à identidade visual e cultural do Recife, influenciando novas gerações e mantendo-se como um dos principais eixos de projeção do patrimônio imaterial da cidade.
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