Justiça determina que Câmara de Vitória paute urgência de eleição da Mesa
Imbróglio sobre a eleição da Mesa Diretora do Legislativo da capital prossegue
Eduardo Maia
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A Justiça determinou que a Câmara Municipal de Vitória inclua na pauta da próxima sessão ordinária um requerimento de urgência relacionado à tramitação das matérias que tratam da eleição da Mesa Diretora. A decisão foi tomada em caráter liminar e determina que o pedido seja anunciado e submetido à deliberação do plenário.
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O requerimento de urgência é assinado por 15 vereadores. A ação judicial foi apresentada depois de o pedido não ter sido levado à votação na Câmara.
Na argumentação apresentada à Justiça, os vereadores sustentam que já existe parecer pela constitucionalidade das propostas relacionadas à eleição e que a tramitação está avançada.
Eles afirmam ainda que a apreciação do requerimento em regime de urgência é necessária para que a Câmara possa deliberar sobre a definição da eleição dentro do calendário previsto.
Atualmente, o Legislativo segue sem oficializar quando vai acontecer a eleição da próxima Mesa Diretora. Cabe destacar que a atual Mesa moveu uma ação judicial para reconhecer a inconstitucionalidade da escolha do novo presidente da Casa acontecer em agosto. A partir disso, a ordem era de que a eleição pudesse ocorrer só a partir de outubro.
A decisão judicial não estabelece uma data para a eleição nem determina diretamente qual deverá ser o conteúdo das propostas em tramitação. A liminar determina que o requerimento de urgência seja levado ao plenário para deliberação dos vereadores.
A ordem também estabelece que seja respeitada a ordem cronológica de apresentação caso existam outros requerimentos de urgência anteriores ainda pendentes de votação.
Procurado, o presidente da Câmara de Vitória, Anderson Goggi (Republicanos), afirmou que ainda não havia sido notificado da decisão e que pretende recorrer caso receba a notificação na segunda-feira.
Relembre o caso
Há meses o imbróglio relacionado à escolha da Mesa Diretora para o próximo biênio começou. Um grupo inicialmente com 16 vereadores foi formado — hoje conta com 15, pois Baiano do Salão (Podemos) está afastado de seu mandato.
Esses parlamentares em questão defendiam que a eleição ocorresse em agosto, entretanto, os vereadores ligados ao Executivo se posicionaram contra o pleito antes das eleições gerais de outubro.
As discussões continuaram por vários meses. O nome escolhido pelo G-15 é do vereador Dalto Neves (Solidariedade).
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Há mais de 55 anos, a tradicional coluna Plenário acompanha de perto os bastidores da política capixaba nas páginas de A Tribuna. Também presente no Tribuna Online, o espaço traz diariamente notícias, análises e informações exclusivas sobre os poderes Legislativo, Executivo e Judiciário. Com olhar atento, revela as costuras políticas que movimentam os quatro cantos do Espírito Santo.