Apostas e jogos online podem ser proibidos; entenda
Sites de apostas estão entre as principais causas de endividamento, vício em jogo, transtornos mentais e conflitos nas famílias
O governo federal prepara uma Medida Provisória (MP) para proibir apostas e jogos online. O teor do texto ainda será revelado, mas, nos bastidores do governo, a medida é tratada como quase uma extinção do setor no País.
Clubes de futebol já sabem da ameaça e se mobilizam em uma campanha para evitar a medida. O cálculo é de que o esporte perca cerca de R$ 1 bilhão em patrocínios com a proibição.
Todos os principais clubes têm contratos superiores a R$ 100 milhões por ano com casas de apostas. Por isso, há um debate entre os times sobre qual mobilização deve ser adotada para combater a iniciativa do governo.
Casas de apostas tentam uma movimentação para evitar o veto e já há intenção de judicializar a questão. A alegação dessas empresas é de que haverá um aumento do jogo ilegal, impulsionado por sites de apostas não registrados e que não pagam impostos. Também há resistência por parte de veículos de comunicação que transmitem jogos, uma vez que lucram com a publicidade do setor.
No início da semana, Lula criticou as casas de apostas após encontrar famílias que sofreram com o jogo. “Estamos tomando decisões e logo, logo a gente vai anunciar a decisão que a gente vai tomar em relação a isso porque é uma doença, não é um jogo. É a indução de inocentes a um vício”.
Os sites de apostas estão entre as principais causas de endividamento, vício em jogo, transtornos mentais e conflitos nas famílias.
A proibição também tem impacto nas contas públicas. A União arrecadou cerca de R$ 10 bilhões em impostos com os jogos só até julho deste ano.
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