Supermercados utilizam tecnologia para reduzir impacto da falta de mão de obra
Autoatendimento chega de forma abragente até a pequenos negócios ainda este ano e pode substituir em média oito funcionários
Sem encontrar pessoas para trabalhar em atividades como operador de caixa, embalador e repositor de estoque, supermercados de diferentes portes buscam um “milagre” para diminuir o impacto da falta de mão de obra. E ele deve ser a aposta massiva no self-checkout — ou seja, no autoatendimento.
Já adotados por grandes redes como Assaí, Atacadão e Pão de Açúcar, esses equipamentos vão agora chegar de forma mais abrangente a pequenos negócios, ampliação que vai acontecer ainda neste ano, comenta o superintendente da Associação Capixaba dos Supermercadistas (Acaps), Hélio Schneider.
Uma empresa de Belo Horizonte, que produz um equipamento que integra balança de precisão, dispositivo de conferência e de pagamento, tem como foco exatamente essa estratégia.
Com um investimento de R$ 18 mil a R$ 21 mil, o posto de autoatendimento substitui em média oito funcionários, avalia a gerente comercial de canais da Perto, Tamires Gaseta.
“Hoje a gente enxerga que a procura entre os pequenos e médios é maior ainda. As pessoas não querem mais trabalhar de domingo a domingo, o horário também é um problema. A tecnologia vem como um milagre para o mercado”, comenta.
A dificuldade com a mão de obra está ligada a uma mudança no perfil geral de trabalho, segundo o gerente comercial da Perto, Ricardo Melo. “O equipamento não vem para substituir as pessoas. São elas que não estão mais querendo essas funções árduas e muito mecânicas. O pequeno varejo já percebe que é um caminho sem volta”, diz.
Para o presidente da Federação do Comércio do Espírito Santo (Fecomércio-ES), Idalberto Moro, há um crescimento enorme de tecnologia voltada ao autoatendimento. “A gente vê hoje até padarias funcionando nesse modelo. E vai ter que ser esse o caminho”, afirma.
Programas de qualificação, no entanto, ainda buscam estimular a inserção de mão de obra nesses postos de trabalho. É o caso do jovem aprendiz promovido pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac), destaca Moro.
A tecnologia é um dos destaques da 38ª Acaps Trade Show, que acontece no Pavilhão de Carapina até amanhã. O evento reúne mais de 200 expositores, com expectativa de público de 22 mil pessoas e R$ 1 bilhão de negócios fechados.
"O que vemos na feira é uma evolução muito grande. São estandes muito modernos, que não tínhamos antes. Vemos que é um setor que pulsa muitos negócios. O varejo tem uma contribuição muito grande em empregos e negócios”, diz Idalberto Moro.
Novos produtos e negócios no 1º dia
Produtores e indústrias sedentos por fechar negócios. Esse é o clima nos corredores da Acaps Trade Show no Pavilhão de Carapina, na Serra, evento que acontece até amanhã.
Alguns deles, inclusive, estão com novos produtos na ponta da lingua. É o caso da atacadista Comercial Gasperazzo, que lançou uma nova linha de balas crocantes que estão fazendo sucesso na feira.
Isso porque o estande da marca está oferecendo a guloseima a quem passa por perto. A novidade vai passar a ser vendida pelos supermercados em breve, comenta a vendedora Tuila Vieira.
Já a Buaiz Alimentos montou um super estande para apresentar as linhas da marca, além de lançar a mistura de bolo para air fryer, que chega aos mercados em dezembro, comenta a diretora-geral Eduarda Buaiz.
Até mesmo uma empresa de Eunápolis, na Bahia, montou um estande para tentar se conectar com empresários do Espírito Santo. A Frutatlan, que vende sucos e poucas, atende o sul baiano e quer acessar todo o Espírito Santo.
Palestra da Rede Tribuna
Geopolítica nos negócios
A geopolítica foi tema de uma palestra patrocinada pela Rede Tribuna durante a 38 Acaps Trade Show.
O cientista político Heni Ozi Cukier comentou sobre a atenção maior dada pelos países ao tema.
Para Lenise Loureiro, diretora comercial da Rede Tribuna, se manter informado sobre o assunto é essencial para fazer bons negócios.
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