OMS reitera que vacinas são seguras e não causam autismo
Diretor-geral Tedros Adhanom rebateu mudanças na política de vacinação dos EUA e defendeu calendários baseados em evidências científicas.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) reafirmou a segurança das vacinas usadas na imunização infantil e declarou que não há evidências científicas de que os imunizantes causem autismo.
A posição foi apresentada pelo diretor-geral da organização, Tedros Adhanom Ghebreyesus, em vídeo divulgado nesta segunda-feira (14).
OMS defende evidências científicas
A manifestação ocorreu após autoridades dos Estados Unidos anunciarem mudanças na política de vacinação infantil. A medida provocou preocupação entre organizações e autoridades de saúde.
A OMS afirmou que as novas diretrizes adotadas nos EUA não estão alinhadas com o conjunto de evidências científicas disponível. A nova orientação reduz de 18 para 11 o número de doenças para as quais o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC) recomenda a vacinação infantil.
O documento também orienta o desmembramento da vacina tríplice viral, conhecida pela sigla MMR, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola.
As sete doenças e imunizações que deixaram de integrar a recomendação universal nos EUA são:
- Hepatite A
- Hepatite B
- Rotavírus
- Doença meningocócica
- Influenza (gripe)
- Covid-19
- Vírus sincicial respiratório (VSR/RSV)
No caso do VSR, o calendário anterior contabilizava a imunização por anticorpo monoclonal, e não propriamente uma vacina.
Evidências são revisadas continuamente
Segundo o diretor-geral, as recomendações de vacinação são avaliadas continuamente à medida que novos dados científicos são produzidos. A posição atual da OMS é de que as vacinas recomendadas para crianças, incluindo a MMR, são seguras e não causam autismo.
A organização também alertou para os riscos de mudanças em calendários de vacinação sem respaldo em evidências científicas. De acordo com Ghebreyesus, atrasar a aplicação das doses ou aumentar os intervalos entre elas não torna a vacinação mais segura.
Na avaliação da OMS, alterações desse tipo podem ampliar o período em que bebês e crianças permanecem suscetíveis a doenças que podem provocar complicações graves.
A organização defendeu ainda que políticas públicas de imunização sejam definidas com base em revisões científicas rigorosas, independentes e transparentes. Para a OMS, decisões sobre vacinação devem considerar as evidências disponíveis e preservar a proteção das populações, especialmente de grupos mais vulneráveis.
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