Bozi traduz mudança e encantamento pela China no disco “Shangri-La”
Trabalho marca uma nova etapa artística após as vivências no trio Chorou Bebel e na banda Zé Maholics
A China não estava nos planos de Bozi como matéria-prima para um álbum. Pelo menos, não inicialmente. Quando ele embarcou para o país asiático, seu objetivo era aprofundar conhecimentos ligados à medicina chinesa e à acupuntura, áreas em que também atua profissionalmente.
O que ele não sabia era que, ao voltar para casa, traria consigo um repertório de sensações, imagens e caminhos musicais que acabariam dando origem ao seu 1º projeto solo, "Shangri-La". O trabalho marca uma nova etapa artística após as vivências no trio Chorou Bebel e na banda Zé Maholics.
Nas palavras do próprio artista capixaba, o disco é um registro de alguém que voltou de lá diferente de quando partiu. "Foi uma experiência inesquecível e muito sensorial. As paisagens, os sons, a relação das pessoas com o espaço, o contraste entre tradição e modernidade.. tudo isso me deixou muito admirado", diz ao AT2.
O resultado é um álbum brasileiro com homenagens à China. O próprio título reforça essa ideia e está associado, na literatura, a um vale utópico e misterioso escondido nas montanhas do Himalaia.
"Cacoete" foi escolhida para apresentar o projeto ao público e sintetiza parte da direção que Bozi buscou construir: ritmo, groove e uma sonoridade minimalista, mas sem abrir mão de uma dimensão pop.
Apesar de ser sua estreia solo, "Shangri-La" está longe de ser um disco solitário. O álbum reúne músicos e compositores que fazem parte da trajetória do capixaba, a exemplo de Gabriel Bebici, parceiro musical desde os tempos de Zé Maholics. Os dois dividem a autoria de "Praia Inteira", faixa que representa bem o minimalismo do projeto. A canção também evidencia o trabalho do produtor VT.
Luiza Pastore e Sofia Kriger aparecem em "Como Antes" e "Talvez de Lá", respectivamente. Paulo Prot participa tocando gaita na faixa-título, enquanto Bino, da banda mineira Lamparina, contribui com as percussões na mesma música. A mixagem ficou a cargo de Rodolfo Simor, amigo de longa data e produtor já indicado ao Grammy Latino.
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