Fachin cobra de André Mendonça o fim do sigilo do caso Master no Supremo
Decisão ocorre em meio a escalada da crise no STF. Presidente da Corte determina ao relator torne públicos os procedimentos da investigação
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, pediu nesta quinta-feira (10) ao ministro André Mendonça que retire o sigilo do processo que é a base do caso Banco Master na Corte.
Fachin solicitou ao relator do caso que todos os procedimentos relacionados ao processo fiquem públicos, com exceção apenas das diligências cujo sigilo seja considerado “imprescindível”.
Pedido para tornar o caso público
No ofício encaminhado por Fachin, o presidente do STF fala em solicitar a Mendonça a remessa “em HD próprio, a esta presidência e aos gabinetes” dos ministros “de todos os procedimentos contidos ou relacionados”.
Como relator, Mendonça é o responsável por decidir sobre o fim do sigilo dos documentos que envolvem a investigação do caso Master. Por essa razão, o presidente do Supremo não determina diretamente que se levante o sigilo, mas faz um pedido formal para que o ministro tome a decisão.
O relator pode, por exemplo, definir que parte do material deve seguir protegida, estabelecendo a extensão do fim do sigilo e quais trechos continuarão sob proteção.
Pressão política e impacto eleitoral
O sigilo do caso Master vinha sendo alvo de críticas de candidatos à Presidência, como Lula (PT) e Ronaldo Caiado (PSD), que cobravam maior transparência sobre o andamento da investigação.
As investigações sobre o banco têm potencial de atingir concorrentes da eleição presidencial deste ano, entre eles Flávio Bolsonaro (PL), que, segundo o processo, pediu dinheiro ao banqueiro Daniel Vorcaro para financiar o filme “Dark Horse”, sobre Jair Bolsonaro.
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