Lula diz que Fachin e Gonet devem tranquilizar população sem ocultar fatos
Presidente diz ter preocupação quase “sobrenatural” com a confiança nas instituições e defende nova reforma no Judiciário em 2025
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou ontem que está "nas costas" do ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), e do procurador-geral da República, Paulo Gonet, a responsabilidade de passar tranquilidade para a população brasileira "sem tentar esconder absolutamente nada".
Lula fez a declaração em uma cerimônia no Palácio do Planalto, logo após um discurso de Fachin, no mesmo evento, sobre a crise no STF que envolve os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça.
O presidente afirmou ainda que quer fazer uma discussão profunda no próximo ano sobre a necessidade de uma reforma no Judiciário. Além disso, disse que ninguém pode utilizar seu cargo para obter benefício próprio.
"Tenho certeza que faremos para o próximo ano uma discussão profunda sobre a necessidade de uma nova reforma no Poder Judiciário brasileiro para que o povo possa continuar acreditando na Justiça. Porque ninguém, ninguém, em nome da democracia, pode utilizar o cargo que tem em benefício pessoal. Ninguém".
‘SOBRENATURAL’
Lula disse ainda que tem uma preocupação quase que "sobrenatural" para que a sociedade não perca a esperança nas instituições. Depois de citar a crise no STF, o presidente disse que, sem instituições sólidas, a democracia fica vulnerável. "Todo mundo tem que estar subordinado aos mesmos trâmites da legislação. Afinal de contas, ela vale para todos. E eu disse ao meu amigo Fachin: a Suprema Corte e a Procuradoria-Geral da República estão com muita expectativa da sociedade brasileira. Porque quando os filhos estão em desordem, é quem manda na casa, quem resolve. Então, meu caro, está nas suas costas, nas costas do Paulo Gonet, a responsabilidade de passar o mínimo de tranquilidade sem tentar esconder absolutamente nada", completou
Lula disse ainda que o Brasil vive uma "época perigosa" e afirmou que "denuncismo, vazamentos e fake news não contribuem com a democracia". Recentemente, parte da investigação na Polícia Federal (PF) contra o filho do presidente, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, foi vazada para a imprensa.
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