Brasileira é condenada à prisão perpétua na Itália pela morte do namorado
Adilma Carneiro foi apontada pelos juízes como responsável por conceber o plano para matar o italiano Fabio Ravasio; crime teria interesse financeiro
Uma brasileira foi condenada à prisão perpétua na Itália pelo assassinato de seu companheiro em uma emboscada que simulou um atropelamento em 2024. Adilma Pereira Carneiro, de 50 anos, foi apontada como mentora do crime.
Em um julgamento que durou cerca de 12 horas, em junho, o Tribunal de Assize de Busto Arsizio a considerou culpada pela morte do italiano Fabio Ravasio, atingido por um carro enquanto andava de bicicleta na província de Milão. Na época, o atropelamento parecia ser um acidente de trânsito.
Segundo o Ministério Público, a acusada orquestrou o homicídio durante meses por motivos econômicos, com o objetivo de ficar com o patrimônio do namorado. Outras sete pessoas também foram condenadas por envolvimento no crime.
Quem são os condenados pelo crime
Ao lado de Adilma, mais sete réus receberam penas severas. Foram sentenciados à prisão perpétua Marcello Trifone e Fabio Lavezzo.
- Marcello Trifone – prisão perpétua
- Fabio Lavezzo – prisão perpétua
- Massimo Ferretti – 24 anos de prisão
- Igor Benedito – 23 anos de prisão
- Mohammed Dhaibi – 22 anos de prisão
- Mirko Piazza – 14 anos e quatro meses de prisão
- Fabio Oliva – 14 anos de prisão
De acordo com a acusação, a brasileira contou com amigos, familiares e amantes para executar o plano que terminou na morte de Ravasio.
Versão da brasileira e reação da acusação
Durante todo o processo, Adilma negou as acusações e, momentos antes da sentença, reiterou em tribunal que "não tinha motivos para matar Fábio".
Ela também tentou responsabilizar o ex-marido Massimo Ferretti, que igualmente foi condenado. A brasileira alegou ter descoberto que ele procurava alguém para matar Ravasio.
Os advogados da família da vítima comemoraram o resultado do julgamento.
"Estamos satisfeitos com a sentença, acreditamos que ela foi justa. A sentença refletiu o andamento do julgamento e estamos satisfeitos que todos os oito réus tenham sido considerados culpados"
disseram Francesco Arnone e Vincenzo Montalbano, representantes da família de Ravasio.
Investigação reaberta sobre morte de ex-marido
Após a morte de Ravasio, a Justiça italiana reabriu a investigação sobre o falecimento de um ex-marido da brasileira, Michele Della Malva, em dezembro de 2011. Inicialmente, a morte havia sido atribuída a um infarto.
Para os promotores, porém, há a possibilidade de que ele tenha sido envenenado a mando de Adilma. Na imprensa local, a mulher ganhou o apelido de "louva-a-deus de Parabiago", em referência ao inseto cujas fêmeas matam os machos após o acasalamento.
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