EUA atacam ilha no Irã e tropa islâmica fala em 2 mortos e promete revide
Oficial norte-americano diz que tropas do Irã foram vistas preparando lançadores de foguetes na Ilha de Laraque
O exército americano atacou neste domingo (30) a Ilha de Laraque, território iraniano que fica próximo do Estreito de Ormuz. A razão por trás do ataque seria impedir que minas marítimas sejam posicionadas no Estreito de Ormuz, rota marítima estratégica para o comércio de petróleo mundial.
Este é o primeiro ataque dos Estados Unidos contra o Irã em mais de um mês e renova o confronto militar entre os dois países, que completou seis meses nesta semana.
O sargento Tim Hawkins, porta-voz do Comando Central norte-americano, afirmou à agência de notícias Axios que dois lançadores iranianos foram atacados na ilha. Segundo ele, o monitoramento detectou que as tropas da Guarda Revolucionária Islâmica, tropa de elite das forças armadas iranianas, foram vistas preparando lançadores de foguetes com minas.
Residentes afirmaram ter ouvido explosões perto da ilha, de acordo com a agência de notícias iraniana Fars. Contudo, até o momento, não é possível saber se os sons são referentes ao ataque.
A Guarda Revolucionária do Irã prometeu retaliação e descreveu os Estados Unidos como "inimigo sionista-americano". A tropa afirmou à agência de notícias semioficial do Irã Tasnim que o ataque foi feito com drone, deixando dois mortos e dois feridos.
“Este ato será respondido pelos filhos do Irã islâmico e resultará na punição do agressor”, afirmou a Guarda Revolucionária do Irã em nota.
A ofensiva dos EUA ocorrem um dia depois de um navio petroleiro ser atingido por um projétil no Estreito de Ormuz. Nenhum grupo assumiu a autoria do ataque até o momento.
EUA querem impedir que Irã coloque minas em Ormuz
Na última semana, as forças armadas dos EUA finalizaram a remoção e detonação de todas as minas em águas internacionais, na principal rota de Ormuz.
Na ocasião, o presidente Donald Trump afirmou por meio de sua rede social Truth Social que notificou o Irã. O presidente teria avisado que navios ou barcos que instalassem novas minas seriam "imediatamente e sistematicamente destruídos". Também afirmou encarar o lançamento de minas com uma política de "tolerância zero".
“As forças americanas estão monitorando a área de perto e permanecem preparadas para proteger o livre fluxo do comércio por meio dessa via navegável essencial”, acrescentou o presidente Trump.
Nas últimas semanas, o país vem reivindicando o controle da rota estratégica. O argumento é de que os norte-americanos transportam milhões de barris de petróleo por meio do estreito sob proteção militar, mesmo com bloqueios do Irã.
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