Empresário assassinado em Moreno foi morto a mando do pai e do irmão, diz PCPE
Pai, irmão e um dos executores foram presos em operação que investiga o homicídio de um empresário após disputa patrimonial
O pai e o irmão de um empresário assassinado em Moreno, na Região Metropolitana do Recife, no fim do ano passado, estão entre os três de quatro investigados presos na manhã desta sexta-feira (28), durante operação da Polícia Civil de Pernambuco (PCPE).
O crime que originou a Operação de Repressão Qualificada Pátrio Veneno aconteceu em 29 de dezembro de 2025, quando o empresário Braz Alexandrino Ferreira Júnior, de 51 anos, foi alvo de uma emboscada às margens da BR-232.
Ele estava dentro de uma caminhonete, acompanhado de uma mulher, no momento em que dois homens fortemente armados se aproximaram e dispararam tiros na direção do veículo. Um dos suspeitos foi localizado e preso em flagrante no ano passado.
De acordo com as investigações, o crime teria sido motivado por uma disputa patrimonial envolvendo integrantes da própria família da vítima.
Mandados judiciais e alvos presos
Ao todo, a Vara Criminal da Comarca de Moreno expediu quatro mandados de prisão e quatro mandados de busca e apreensão domiciliar.
Durante a operação, equipes da PCPE localizaram e prenderam três dos quatro alvos de prisão nos municípios de Gravatá, Glória do Goitá e Jaboatão dos Guararapes.
Entre os presos estão o pai e o irmão da vítima, apontados nas investigações, respectivamente, como mandante e responsável por prestar auxílio material para a execução do crime, além de um dos homens identificados como executor.
Um quarto investigado, também apontado como executor, permanece foragido e segue sendo procurado pelas equipes policiais.
Investigação aponta disputa por ponto de combustíveis
As investigações indicam que o homicídio está ligado a uma disputa patrimonial envolvendo um posto de combustíveis.
Após uma decisão judicial favorável à vítima em uma questão financeira relacionada a esse imóvel, o pai teria determinado sua morte e contratado executores para realizar o homicídio.
De acordo com a investigação, o crime foi planejado e executado de forma premeditada.
Os executores teriam recebido informações sobre a rotina do empresário e contado com o auxílio do irmão para ter acesso a um galpão localizado nas proximidades da residência.
O empresário, que possuía uma arma de fogo, reagiu e houve troca de tiros. Mesmo ferido, conseguiu conduzir o veículo até uma unidade hospitalar, mas não resistiu aos ferimentos.
Rastreio de ligação entre mandante e executores
A apuração também identificou elementos que indicam uma relação prévia entre o suposto mandante e os executores.
A análise de dados de localização, registros telefônicos e informações bancárias apontou comunicações e contatos entre os investigados antes, durante e depois do homicídio.
Apesar de negarem participação no crime durante as investigações, os elementos técnicos reunidos pela PCPE contradizem as versões apresentadas pelos suspeitos.
Possível ligação com outros homicídios na região
A operação também revelou indícios de que os executores envolvidos no homicídio poderiam estar relacionados a outros crimes de morte registrados na região de Glória do Goitá, Gravatá e municípios próximos.
A PCPE dará continuidade às perícias e à análise do material apreendido.
Os investigadores apontam que esse conteúdo poderá contribuir para o aprofundamento da apuração, inclusive sobre eventual quantia paga pela execução do homicídio e a identificação de outros crimes e envolvidos.
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