“Não estou romantizando a obesidade”, afirma Leandra Leal
Atriz diz que não romantiza a obesidade nem demoniza as canetas emagrecedoras, mas critica o uso estético e a volta do ideal de extrema magreza
“Um: não estou demonizando o uso das canetas emagrecedoras. Dois: não estou romantizando a obesidade. E três: eu acho um retrocesso a volta do padrão de beleza de extrema magreza. Acho mesmo”. Com essas afirmações, a atriz Leandra Leal tentou acabar com a polêmica após sua participação no “Programa Sem Censura”, que viralizou na internet.
Ela usou as redes sociais para explicar as declarações que deu sobre o uso de canetas emagrecedoras e os padrões de beleza impostos às mulheres. Leandra negou que tenha defendido a obesidade ou criticado o uso dos medicamentos para fins médicos.
A artista explicou que sua crítica está relacionada ao uso de medicamentos como forma de alcançar um determinado padrão estético. Para ela, a pressão sobre as mulheres para que tenham corpos cada vez mais magros pode prejudicar a autoestima e a relação com o próprio corpo.
“Elas são um remédio maravilhoso e fruto da ciência no combate à obesidade, ao diabetes e a outras doenças. No entanto, não deveriam ser utilizadas como um 'agora você não tem mais desculpa' para alcançar o corpo padrão”, afirmou. E acrescentou: “A gente tem uma tendência a usar medicamentos e atalhos para atingir padrões que nos aprisionam”.
Ela relatou sua experiência ao longo da própria carreira, em que sempre pediam para que perdesse “uns quilinhos” antes de iniciar um trabalho. “Durante anos, minha saúde mental sofreu com essa pressão, e só me libertei disso com o amadurecimento e a terapia”.
Para Leandra, o retorno de um ideal de extrema magreza representa um retrocesso e tende a ampliar a cobrança estética sobre as mulheres. A atriz recebeu apoio de diversos artistas.
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