Casal é condenado a 24 anos de prisão por torturar e matar filho de 2 anos no ES
Maycon Milagre da Cruz e Jeorgia Karolina Teixeira da Silva foram condenados por homicídio por omissão e absolvidos de estupro de vulnerável
O casal acusado de torturar, espancar e matar o próprio filho, Jorge Teixeira da Silva, de 2 anos e oito meses, foi condenado a 25 anos, 3 meses e 9 dias de prisão cada. Maycon Milagre da Cruz e Jeorgia Karolina Teixeira da Silva também respondiam pelo crime de estupro de vulnerável, no entanto, foram absolvidos a pedido do Ministério Público do Espírito Santo (MPES).
A decisão foi tomada pelo Tribunal do Júri, realizado no Fórum de Vila Velha, que teve início na última quarta-feira (12) e durou três dias.
As condenações são referentes ao crime de homicídio por omissão — qualificado pelo emprego de meio cruel e por recurso que impossibilitou a defesa da vítima —, com aumento de pena em razão de a vítima ser filho dos réus e menor de 14 anos.
Segundo o MPES, o casal foi absolvido do crime de estupro de vulnerável devido ao fato de que a prova produzida em Plenário ter colocado em dúvida se as lesões que constam nos exames periciais são decorrentes de atos libidinosos.
Relembre o caso
Jorge Teixeira da Silva, de 2 anos e oito meses na epóca do crime, foi morto, no dia 04 de julho 2022, após ser torturado e espancado pelos próprios pais. Maycon Milagre da Cruz e Jeorgia Karolina Teixeira da Silva foram presos em flagrante enquanto tentavam liberar o corpo do menino no Departamento Médico Legal (DML) de Vitória, um dia após o ocorrido.
Inicialmente, as primeiras informações indicavam que a criança havia morrido por suposta pneumonia.
No entanto, como o corpo apresentava diversas lesões incompatíveis com a doença, a polícia foi acionada. Após os fatos, o corpo da vítima foi levado ao DML para exames mais detalhados. Lá, profissionais identificaram lesões pelo corpo da criança, inclusive no ânus.
Durante o depoimento dos pais de Jorge, um detalhe chamou a atenção dos policiais: a postura deles frente a morte do filho. De acordo com o delegado, eles “não demonstraram nenhum tipo de consideração com a morte do filho”.
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