Cremepe alerta sobre falsos médicos criados por inteligência artificial
Vídeos com profissionais gerados por IA usam medo e linguagem sensacionalista para espalhar desinformação em saúde
Vídeos de supostos médicos gerados por inteligência artificial (IA) estão sendo usados para espalhar desinformação em saúde e viralizar nas redes sociais. Esse conteúdo, muitas vezes alarmista, explora o medo das pessoas, especialmente do público idoso, para conquistar audiência.
Em diversos casos, os vídeos servem para promover a venda de produtos, cursos e tratamentos sem comprovação científica. Segundo investigação da BBC News Brasil, esses canais já acumulam dezenas de milhões de visualizações e reproduzem informações falsas ou distorcidas sob aparência de credibilidade.
Alerta do Cremepe contra falsos médicos em vídeos
O Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe) alerta que a população deve buscar informações de saúde apenas com médicos devidamente habilitados. A orientação é desconfiar de conteúdos que prometem curas milagrosas, utilizam linguagem sensacionalista ou incentivam o abandono de tratamentos prescritos por profissionais.
Antes de confiar em orientações divulgadas na internet, é fundamental verificar se o médico realmente existe e possui registro profissional ativo. Essa checagem ajuda a evitar golpes e decisões baseadas em falsas promessas.
Como confirmar se o médico é real e tem registro
A consulta pode ser feita gratuitamente por meio do Portal de Busca por Médicos, do Conselho Federal de Medicina (CFM), disponível no endereço: https://portal.cfm.org.br/busca-medicos.
A ferramenta permite confirmar a identidade do profissional, seu registro ativo e, quando houver, o Registro de Qualificação de Especialista (RQE), oferecendo mais segurança para quem busca atendimento médico ou conselhos de saúde.
Papel da inteligência artificial e responsabilidade na saúde
O Cremepe reforça que a inteligência artificial pode ser uma ferramenta de apoio à saúde quando utilizada de forma ética e responsável. No entanto, ela nunca substitui a avaliação clínica, o diagnóstico e a conduta realizados por um médico regularmente inscrito no Conselho de Medicina.
Antes de compartilhar ou seguir orientações encontradas nas redes sociais, verifique a fonte da informação e confirme se ela foi produzida por um profissional habilitado. A checagem do registro médico e o cuidado com promessas milagrosas são passos essenciais para se proteger da desinformação em saúde.
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