Marcão assume Fluminense em crise antes de duelo decisivo com o Palmeiras
Acostumado a assumir o Flu em momentos turbulentos, Marcão volta ao comando diante do líder Palmeiras e mira virada de chave
“A gente precisa da sinergia com o torcedor e elevar a confiança dos jogadores”, afirmou Marcão à FluTV. Ainda que a sequência de sete jogos sem vencer - seis empates e uma derrota - após a Copa do Mundo tenha incendiado a crise no Fluminense, o “bombeiro” foi acionado justamente para aliviar a turbulência e trazer de volta resquícios do que já deu certo com o demitido Luis Zubeldía.
Às vésperas de uma “final” na Libertadores, o adversário da reestreia do interino, hoje, às 16h30, no Maracanã, é logo o Palmeiras, que lidera o Brasileirão e é o melhor visitante do campeonato, mas também não está imune à pressão diante do momento complicado no torneio continental, após, assim como o tricolor, empatar em casa.
Enquanto a diretoria “empurrava com a barriga” a permanência de Zubeldía, a relação entre time e torcida desandou de vez. Antes mesmo de a bola rolar, o clima de insatisfação já se fazia presente, com vaias e xingamentos no anúncio da escalação.
O principal alvo, claro, era o treinador. A presença de Marcão à beira do campo está longe de ser novidade para os tricolores, mas o ex-volante é uma aposta para que o ambiente nas arquibancadas fique menos pesado e as críticas finalmente deem lugar aos aplausos.
O lado emocional é visto internamente como um dos principais fatores para a equipe, enfim, conseguir uma virada de chave na temporada. Isso porque a falta de confiança ficou nítida nos últimos jogos sob o comando de Zubeldía, o que também acabou pesando na demissão. Na última vez em que assumiu interinamente, na vitória por 1 a 0 sobre o Once Caldas-COL, fora de casa, em 1º de abril de 2025, Marcão fez o famoso "feijão com arroz": manteve a base do time titular após a saída de Mano Menezes.
Desta vez, não deve ser diferente, mas com o porém da decisão na Libertadores, já na terça-feira. Ao comandar apenas dois treinos (quinta e sexta-feira), o auxiliar permanente pretende seguir com o padrão tático da equipe, com mudanças a depender da condição física dos jogadores.
Dois desfalques são certos: Ignácio (terceiro cartão amarelo) e Arana (protocolo de concussão).
A defesa também está sujeita a outras mudanças. Amigo de longa data de Marcão, Thiago Silva pode ser poupado amanhã, de olho na Libertadores. Se isso acontecer, Jemmes e Igor Rabello são os mais cotados para formar a dupla de zaga. Millán e Freytes avançaram na recuperação das lesões e têm chances de retornar no torneio continental.
Com Martinelli, Hércules e Ganso mais à frente, o trio ofensivo deve ser formado por Soteldo, Hulk e Canobbio. Apesar da má fase da equipe, o venezuelano apresentou evolução de rendimento e ganhou a disputa com Savarino, em baixa, assim como Lucho Acosta. Já quem não deve ficar à disposição é o jovem atacante Riquelme, de 19 anos, que teve poucas oportunidades com Zubeldía.
O Moleque de Xerém, aliás, ficou marcado negativamente após reagir com um emoji de agradecimento a uma publicação do Fluminense sobre a demissão do treinador. Não se trata de uma punição do clube ao jogador, mas a atitude pegou mal internamente, principalmente entre seus companheiros de vestiário.
Arias
O confronto também marca o reencontro da torcida tricolor com Jhon Arias, ídolo que o clube tentou repatriar, mas acabou optando pelo Palmeiras, despertando a ira dos torcedores.
Antes de realizar o sonho de jogar na Europa, no Wolverhampton/ING, o colombiano havia prometido, em sua coletiva de despedida ao lado de Mário Bittencourt, ex-presidente e hoje diretor-geral, que, se voltasse ao Brasil, seria para defender o Flu.
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