Disputa pelo título mundial de bodyboarding vai das Maldivas à Serra
Pentacampeã mundial, Neymara terá a filha Luna Hardman como concorrente na temporada que termina no Espírito Santo
O Circuito Mundial Feminino de Bodyboarding começa nesta quarta-feira (12), nas Maldivas, com duas capixabas entre as oito melhores atletas do mundo. Pentacampeã mundial, Neymara Carvalho, de 50 anos, terminou o último circuito na quarta colocação.
Aos 20, a filha Luna Hardman, oitava do ranking, fará pela primeira vez todas as etapas da categoria profissional. E as duas podem chegar à decisão, na Serra, disputando o mesmo título.
Após a abertura em Thulusdhoo, o Mundial passa por duas etapas em Portugal, em Aveiro e Sintra, antes de desembarcar no Espírito Santo. Entre 10 e 20 de setembro, a Praia do Solemar, em Jacaraípe, recebe o ArcelorMittal Wahine Bodyboarding Pro, etapa que definirá as campeãs mundiais de 2026.
Idealizado por Neymara, o Wahine chega à quinta edição como uma das principais etapas do calendário. Eleito o melhor evento do circuito em 2023 e 2024, reuniu cerca de 120 atletas de dez países no ano passado e distribuirá, nesta edição, US$ 45 mil, a maior premiação da história do Mundial feminino em uma etapa.
Para Neymara, a temporada ganha um significado especial pela presença da filha. “Estou muito feliz de iniciar mais um ano de Circuito Mundial, principalmente ao lado da minha filha. Me preparei muito para essa temporada e quero representar o Espírito Santo da melhor forma possível”, afirma a pentacampeã.
Luna, por sua vez, encara o desafio de disputar pela primeira vez o circuito profissional completo. Bicampeã mundial Pro Junior, em 2022 e 2024, ela chega confiante para a nova fase. “Esse será o primeiro ano em que vou disputar todas as etapas do circuito profissional. Estou muito animada, me preparei bastante física e mentalmente e sinto que chego pronta para esse desafio”, diz.
A trajetória das duas também se mistura à evolução do bodyboarding feminino. Quando Luna começou a competir, Neymara percebeu a falta de uma categoria de base para meninas. A partir disso, surgiu a Pro Junior Feminina, criada em 2022 e que ajudou a revelar novos talentos.Agora, mãe e filha dividem o mesmo circuito e podem escrever mais um capítulo dessa história justamente em casa.
“O Wahine é a etapa em casa, em uma onda que eu amo e onde defendo o título conquistado no ano passado”, afirma Luna. Em setembro, a Serra pode ser o palco de uma disputa mundial em família.
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