Polícia afirma que não há registro de uso de criança em sequestros de mulher no ES
Mulher diz em áudio que teria sido abordada por uma criança em Santa Lúcia, em Vitória, em suposta tentativa de sequestro que agora é apurada
Um áudio que circulou nas redes sociais chamou a atenção de moradores da Grande Vitória nesta segunda-feira. Na gravação de voz, uma mulher relata uma suposta tentativa de sequestro no bairro Santa Lúcia, em Vitória.
No relato, ela afirma que teria sido abordada por uma criança que, segundo conta, saiu de um veículo parado na rua e a chamou para entrar no carro, que estaria sendo dirigido por um homem.
Desconfiada da situação, a mulher diz que ignorou a aproximação. Ao tentar acenar para outras pessoas na via, a criança teria corrido de volta para o carro, que deixou o local logo em seguida.
Polícia Civil diz não haver registro de crime semelhante
Em nota, a Polícia Civil informou que não há registro ou qualquer confirmação de que, no Espírito Santo, tenha ocorrido crime relacionado a sequestros envolvendo crianças ou qualquer ocorrência com a natureza descrita no áudio.
O órgão informou ainda que realiza investigações e levantamentos sobre as informações que passaram a circular nas redes sociais em razão da gravação, com o objetivo de esclarecer os fatos.
O que diz o conteúdo completo do áudio
No áudio completo, a mulher conta que estava estacionando em uma rua de Santa Lúcia quando foi abordada por uma criança de cerca de sete anos, que teria descido de um veículo parado também na via.
Segundo o relato, a criança começou a chamá-la de "tia" e a pedir que entrasse no carro. Ainda de acordo com a narradora, o veículo de onde a criança teria saído era dirigido por um homem que aparentava comportamento nervoso e inquieto.
Desconfiada, a mulher diz que desconversou e acenou para pessoas que estavam no fim da rua, tentando encerrar a abordagem. Nesse momento, segundo ela, a criança teria retornado ao carro, que deixou o local em seguida.
Ainda na gravação, a mulher relata que conversou depois com um amigo de um delegado, que teria dito que a situação poderia ser uma modalidade de tráfico internacional de mulheres com uso de crianças para atrair vítimas.
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