ES tem 35 mortes todo mês em acidentes com motocicletas
Acidentes com motocicletas já tiraram a vida de 282 pessoas neste ano no ES, incluindo o piloto de aplicativo e a passageira mortos em Vitória.
Acidentes com motocicletas já mataram 282 pessoas neste ano no Espírito Santo, o que corresponde a uma média de 35 mortes por mês, segundo dados da Secretaria de Segurança Pública do Espírito Santo (Sesp-ES).
Entre as vítimas estão o motociclista de aplicativo Wanderson Guerra Rodrigues, de 24 anos, e a passageira Jocimara Ferreira Souza, de 29, mortos em um acidente no último sábado na avenida Fernando Ferrari, em Vitória.
Acidente matou piloto de aplicativo e passageira
Por volta das 5h40, o motociclista perdeu o controle do veículo e colidiu com uma árvore. Wanderson morreu no local.
A passageira chegou a ser socorrida por uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas morreu durante o atendimento.
O profissional era casado e pai de uma criança de 1 ano. A família de Jocimara é da Bahia. A reportagem tentou contato com parentes das vítimas, mas não obteve resposta.
Autoridades alertam para riscos em viagens de moto
Especialistas entrevistados por A Tribuna recomendam cautela ao contratar esse tipo de serviço sobre duas rodas.
"Quem precisa utilizar o serviço pela praticidade e rapidez que ele oferece, vale analisar o estado geral da moto e a avaliação do profissional"
O alerta é do capitão Anthony Costa, consultor em Segurança Viária.
"Num carro, a responsabilidade é toda do condutor. Mas numa moto, se o passageiro joga o corpo para o lado errado, desequilibra o condutor. Os envolvidos devem ter atenção redobrada"
A orientação é de Jederson Lobato, gerente de fiscalização de trânsito do Departamento Estadual de Trânsito do Espírito Santo (Detran-ES).
"Atualmente, diversos serviços utilizam a motocicleta como meio de transporte e entrega. Quanto maior a circulação desse tipo de veículo, maior a possibilidade da ocorrência de sinistros"
A avaliação é do tenente Lucas Lourenço, chefe de comunicação do Batalhão de Polícia Militar de Trânsito (BPTran).
A Polícia Civil informou que as circunstâncias do acidente serão investigadas pela Delegacia Especializada de Delitos de Trânsito.
Mortes no trânsito passam de 580 em sete meses
Considerando o número total de acidentes no Estado, foram registrados 588 óbitos de janeiro a julho deste ano, o que representa cerca de 80 mortes por mês no trânsito capixaba.
Fique por dentro: mortes de motociclistas no ES
Segundo dados do painel de mortes no trânsito da Secretaria de Segurança Pública do Espírito Santo (Sesp-ES), os números de motociclistas mortos em acidentes neste ano são:
- 282 motociclistas mortos em acidentes de trânsito no Estado;
- média de 35 mortes por mês envolvendo motocicletas.
Colisão e tombamento
De acordo com o painel, a colisão é o tipo principal de acidentes envolvendo motos, representando 59% dos sinistros.
Tombamento vem a seguir, representando 20,99% do total.
Choque é o terceiro colocado no painel, com 17,67% de ocorrência, seguido de capotamento (1,09%), atropelamento com pedestre (0,22%), colisão frontal, lateral e motivos desconhecidos (todos os três com 0,08%).
Homens são maiores vítimas
91,23% dos envolvidos em acidentes de motocicleta eram homens, frente a apenas 8,68% de mulheres, e 0,08% de vítimas cujo sexo não foi identificado.
Faixa etária
Vítimas entre 15 a 24 anos representam 25,95% do total, seguidas de pessoas entre 25 a 34 anos (23,01%), 35 a 44 anos (19,17%), 45 a 54 anos (13,83%), 55 a 64 anos (9,50%) e 65 anos ou mais (3,95%).
Dias e horários
Domingos e sábados são os dias com mais acidentes no Estado, registrando, respectivamente, 21,48% e 20,94%.
Segunda-feira registrou 12,52% do total de acidentes; terça-feira 9,34%; quarta 10,59%; quinta 11,41%; e sexta 13,72%.
O período noturno é o momento de maior registro de acidentes (34,22%). A parte da tarde tem 27,88% dos registros, seguida da manhã (21,62%) e, por último, da madrugada (16,17%).
Municípios com mais acidentes
A Serra é a cidade com maior registro de sinistros (256), seguida de Cachoeiro de Itapemirim (208).
Fonte: Sesp e especialistas entrevistados.
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