Greenpeace lança jogo sobre Senado e voto consciente em 2026
Ferramenta lúdica do Greenpeace Brasil mostra como decisões do Senado afetam o dia a dia e reforça o peso do voto
O Greenpeace Brasil lançou o “Desembaralho do Senado”, uma ferramenta que, de forma didática e lúdica, conscientiza sobre a importância do voto para candidatos ao Senado Federal. A iniciativa integra a campanha #votaquevale, que estimula o voto como instrumento de mudança em defesa de maior qualidade de vida e do meio ambiente.
As cartas do jogo reúnem mensagens pedagógicas sobre as funções dos senadores e o funcionamento do cargo. O material também aborda o poder de decisão da casa legislativa em temas que fazem parte do dia a dia da população, como economia, segurança, justiça, saúde, educação, trabalho e meio ambiente.
Ferramenta aproxima população das decisões do Senado
Para a especialista em Políticas Públicas do Greenpeace Brasil, Gabriela Nepomuceno, ainda há um grande distanciamento entre o que se decide no Senado e a percepção da sociedade sobre esses impactos.
"O que se decide no Senado impacta diretamente o cotidiano da população. Ainda assim, essa conexão não é evidente para a grande maioria das pessoas. O ‘Desembaralho do Senado’ nasceu com o objetivo de abrir esse diálogo"
Segundo Gabriela, o Senado é peça-chave no equilíbrio democrático do país e o voto consciente pode barrar retrocessos. Ela destaca o papel da casa como câmara revisora, com poder de frear propostas consideradas danosas.
“A casa funciona como uma importante câmara revisora. É lá que as leis são criadas, debatidas, aprimoradas ou vetadas. Isso significa que o Senado pode aprovar ou barrar projetos aprovados pela Câmara dos Deputados, o que tem grande relevância quando se trata de projetos danosos ao meio ambiente, por exemplo”.
Na página do “Desembaralho do Senado”, o público tem acesso a dois jogos especiais e, ao mesmo tempo, entende melhor como funciona o Senado e a importância do voto.
Votos brancos e nulos e desafios do voto para o Senado
Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em 2018 foram registrados mais de 63 milhões de votos brancos ou nulos para o Senado. Entre os motivos mapeados estão o distanciamento e a pouca conexão real entre os candidatos ao Senado e os eleitores.
A pesquisa também aponta a desinformação institucional, marcada pelo pouco conhecimento sobre as reais responsabilidades de um senador e como essas decisões impactam a vida diária, além da dificuldade técnica para compreender a dinâmica de votar em dois senadores diferentes no mesmo pleito.
“Neste ano, a eleição é para dois senadores, e não eleger dois candidatos diferentes pode impactar diretamente a tomada de decisões para o bem-estar da população e a proteção ambiental. Em tempos de retrocesso ambiental na política brasileira e dos impactos da mudança climática no cotidiano, ressaltamos a importância da adaptação climática e de um Senado que apoie os estados na implementação desse processo”, finaliza Nepomuceno.
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