Quadrilha é presa por golpes que causaram prejuízo de R$ 2 milhões a cooperativa
Três homens e uma mulher foram presos durante a Operação Avaritia, deflagrada na quarta-feira (06), em Marataízes e Cachoeiro de Itapemirim
Três homens e uma mulher, que não tiveram as identidades divulgadas, foram presos, na quarta-feira (06), suspeitos de integrar uma quadrilha responsável por aplicar golpes que causaram um prejuízo superior a R$ 2 milhões a uma cooperativa de crédito da região Sul do Espírito Santo.
Os mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão domiciliar, expedidos pela 2ª Vara Criminal de Guarapari, foram cumpridos em Marataízes e em Cachoeiro de Itapemirim.
Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos cinco veículos, entre eles motos e um carro comprado recentemente, avaliado com um alto valor de mercado. Também foram retidos mais de R$ 60 mil em espécie, celulares, notebooks, joias, dezenas de cartões bancários, documentos e anotações dos suspeitos, que podem contribuir na investigação.
Além disso, foi determinado pela Justiça o bloquei de mais de R$ 2 milhões nas contas bancárias dos suspeitos, com o objetivo de ressarcir a instituição financeira prejudicada.
Os suspeitos devem responder pelos crimes de furto qualificado mediante fraude eletrônica, associação criminosa e lavagem de capitais. Segundo a Polícia Civil, agora, as investigações buscam identificar outros envolvidos.
Sobre o crime
O titular da Delegacia de Polícia de Marataízes, delegado Thiago Gomes Viana, explicou que o grupo atuava de forma estruturada, distribuindo funções entre os integrantes. Diante disso, eles realizavam furtos qualificados por meio de fraudes eletrônicas contra a cooperativa.
Para ocultar os valores desviados, os suspeitos adquiriam veículos e praticavam pulverização de transferências bancárias, com o intuito de dificultar o rastreamento do dinheiro. De acordo com Viana, a fraude foi identificada pela cooperativa, que denunciou o caso à Polícia Civil.
Operação
As prisões ocorreram durante a Operação Avaritia, que contou com a ação conjunta entre a Polícia Civil, por meio da Delegacia de Polícia de Marataízes, a 9ª Delegacia Regional de Itapemirim, a Ronda Ostensiva Municipal (Romu) e o Serviço de Inteligência da Guarda Civil Municipal de Marataízes.
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