Cauã Reymond fala sobre baixa autoestima na infância
Ator diz que virou modelo “por acaso”, relembra dificuldades financeiras e afirma que a terapia ajudou a se ver “bonito” na vida adulta
Em um desabafo raro, Cauã Reymond, 46, contou como teve uma infância difícil, marcada por tragédias, inseguranças e baixa autoestima.
O ator revelou que tinha dificuldade em enxergar as próprias conquistas devido à realidade em que cresceu e à sua família, que viveu episódios bastante dolorosos. “Minha mãe era empregada, HIV positivo, adotada. Minha avó foi mãe solteira. Minha tia foi adotada também, esquizofrênica, assassinada no hospício. Uma história extremamente trágica”, relatou o ator e criador da nova série “Jogada de Risco”.
Cauã ressaltou que problemas financeiros e a distância do pai também marcaram sua infância e influenciaram na sua autoestima. A carreira de modelo acabou surgindo por acaso.
“Venho de uma família toda quebrada, meu pai não estava tão perto quanto eu gostaria, minha mãe tentando sobreviver, a gente vendia paçoca. Não era um menino com autoestima. Faltava comida em casa, às vezes. Quando, aos 18 anos, falaram: ‘Quer ser modelo?’, eu pensei: ‘Se me acham bonito, eu topo’. Foi muito mais assim. Também me tornei ator desse jeito”, explicou em entrevista ao Charla Podcast.
Foi só na fase adulta que melhorou a autoestima. “Eu fui, através da análise, me sentir um homem bonito com 35 anos. Eu sabia que as pessoas me achavam, mas eu não me achava. Eu tinha o cabelo encaracolado, era zoado porque tinha bocão, até meu nome era diferente”, contou.
Mesmo na carreira internacional como modelo, não vivia de glamour. “Viajei para Milão, Paris e Nova York sem glamour nenhum. Dei sorte de fotografar com pessoas importantes, mas aquela não era a minha realidade. Quando olho para tudo isso, vejo que eu não tinha essa autoestima toda”.
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