Belo comemora reviravolta do pagode: “Despertou uma paixão que eu não conhecia”
Belo diz, em entrevista ao AT2, que o gênero voltou a ocupar o espaço que merece e destaca a força de uma nova geração talentosa
Não tem para onde correr, o pagode está em todos os lugares! E não é só aquele nostálgico que fez história nos anos 90, época de ouro do ritmo.
O gênero tem se reinventado, abraçado nomes de outros estilos, como Ludmilla, Gloria Groove e Léo Santana, e ecoado até na Festa do Peão de Barreto, maior rodeio da América Latina.
Um dos ícones do pagode romântico, Belo comemora a boa fase do ritmo. “Existe uma nova geração talentosa, que respeita quem abriu esse caminho e, ao mesmo tempo, traz uma linguagem moderna. Que a gente possa ver, cada vez, mais novos artistas levando e levantando a nossa bandeira”, diz ao AT2.
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Prova do domínio do gênero é que, após sete anos de reinado do sertanejo, o grupo Menos É Mais emplacou “P Do Pecado” como a música mais ouvida no Brasil durante o ano passado.
“Ele voltou a ocupar o espaço que merece e de onde nunca deveria ter saído”, opina Belo. Mas nada de rivalidade! O próprio cantor de 52 anos acaba de fazer uma participação em “Meia-Noite e Meia”, música de Natanzinho Lima, um dos novos nomes do brega.
“O pagode conversa com diferentes estilos porque fala de sentimentos, de encontros, de celebração. Acho maravilhoso ver artistas de outros segmentos gravando pagode e trazendo novos olhares”, afirma o paulista, que se apresenta em Vila Velha no próximo sábado.
Serviço
“Vila Sunset”
- Atrações: Shows de Belo, Glauco, Pele Morena e DJ Luuh.
- Quando: Próximo sábado (08), a partir das 15 horas.
- Onde: Estacionamento do Shopping Vila Velha, centro de Vila Velha.
- Ingressos: A partir de R$ 130 (Área VIP/4º lote/meia).
- Venda: Site ticketbolt.com/event/vila-sunset.
- Classificação etária: 18 anos.
Belo cantor
“Despertou uma paixão que eu não conhecia”
AT2 — Na última vez em que esteve no Estado, fez um show noturno e elegante. Agora, retorna para um pôr do sol. Os fãs vão ver um Belo mais à vontade?
Belo — Com certeza, mais solto, sem o terno, mas sempre estiloso. O show sunset pede algo mais leve, com mais energia, mas claro que com o mesmo cuidado que temos em todas as minhas apresentações. Esse formato também permite uma interação maior.
O Espírito Santo tem um lugar especial no seu coração?
Sempre fui muito bem recebido no Espírito Santo. É um estado que acompanha minha carreira há muitos anos e onde tenho grandes lembranças. Toda vez que volto, sinto esse carinho de perto.
Como enxerga a força do pagode no Espírito Santo?
O Espírito Santo sempre teve um público muito apaixonado por pagode e é um estado que abraça o gênero e revela artistas talentosos. Fico feliz em ver novos grupos surgindo. Mostra que o pagode continua vivo e renovando seu público.
Qual é o segredo da longevidade da carreira de sucesso?
Nunca deixei de ser quem sou, passei por momentos bons e também por fases difíceis, como todo mundo sabe, mas sempre mantive respeito pelo público, pela música e pela minha história. A disciplina é importante, mas nada funciona se você perder a sua essência. As pessoas percebem quando existe sinceridade naquilo que você faz.
Como foi regravar “Amor Perfeito”, sucesso do Rei Roberto Carlos?
“Amor Perfeito” sempre foi uma música que me emocionou muito e regravar esse clássico foi uma responsabilidade enorme, porque você está interpretando uma obra que já marcou milhões de pessoas. Procurei colocar minha identidade, mas sempre com muito respeito ao legado do Rei.
Ele é uma referência na forma como você canta o amor?
Roberto Carlos sempre foi uma referência para qualquer artista que canta o amor. Ele consegue transformar sentimentos simples em músicas que atravessam gerações. Se, de alguma forma, as pessoas enxergam em mim essa capacidade de emocionar através das canções românticas, fico muito feliz. É uma comparação que recebo com enorme humildade e respeito.
“Perfeito Par” foi uma música feita para a trilha de uma ficção. Mas ela também representa o que você tem vivido na vida real com a influenciadora e empresária Rayane Figliuzzi?
A música nasceu para contar uma história dentro da novela “Três Graças”, mas é impossível cantar sobre amor sem colocar um pouco daquilo que você vive e sente.
Qual é o maior aprendizado que tira dessa experiência com a atuação em “Três Graças”?
Aprendi a admirar ainda mais o trabalho dos atores. É um universo completamente diferente da música, que exige preparação, concentração e muita entrega. Foi um desafio enorme e também uma oportunidade de crescer como artista. Saio dessa experiência mais completo e grato por tudo que vivi.
Novos projetos na dramaturgia já estão engatilhados ou quer focar na música?
A música continua sendo o centro da minha vida. Tenho novos lançamentos, muitos shows e, em novembro, estreia a turnê “Samba 90”, ao lado de Marquinhos Sensação, Rodriguinho e Dodô, do Pixote. É um projeto que celebra uma geração que marcou a história do pagode e tenho certeza de que vai emocionar muita gente.
A atuação despertou uma paixão que eu não conhecia. Em breve, vocês terão surpresas!
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