Espírito Santo lidera alta da atividade econômica no Brasil, diz Banco Central
IBCR mostra avanço de 4,4% em maio ante abril e coloca o Estado com o 2º maior crescimento em 12 meses entre os monitorados
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Espírito Santo registrou o melhor desempenho do Brasil na atividade econômica em maio, segundo dados do Índice de Atividade Econômica Regional (IBCR), divulgado pelo Banco Central. Na comparação com abril, o Estado avançou 4,4%, liderando o ranking entre as unidades da federação acompanhadas pela instituição.
No recorte de médio prazo, o resultado também mantém o Espírito Santo entre as economias com maior ritmo no País. O IBCR aponta crescimento de 3,9% no acumulado dos últimos 12 meses, o segundo melhor desempenho entre os 14 estados monitorados pelo Banco Central.
O avanço capixaba ajudou a sustentar o desempenho do Sudeste, que registrou expansão de 1,6% no período — acima da média nacional, de 1,4%. O indicador é visto como uma das principais referências de acompanhamento conjuntural e funciona como uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB).
Maior alta mensal e comparação com outros estados
Na variação mensal, o Espírito Santo ficou à frente de todas as unidades analisadas, com 4,4% de crescimento de abril para maio. Em seguida, aparecem:
- Goiás: 1,1%
- Ceará: 1,0%
- Paraná: 0,9%
- Santa Catarina: 0,8%
- Minas Gerais: 0,5%
- Pernambuco: 0,5%
- Amazonas: 0,1%
- Pará: 0,1%
O governo estadual atribui o desempenho a um ambiente de estabilidade e planejamento construído nos últimos anos. À frente do Executivo desde abril, o governador Ricardo Ferraço (MDB) afirmou que os números reforçam a trajetória de crescimento em diferentes setores.
“Os dados consolidados pelo Banco Central, mostrando o Espírito Santo entre os líderes de crescimento do Brasil, comprovam que somos o Brasil que dá certo, que estamos no rumo e no ritmo certos. Eles demonstram o quanto estamos avançando na agricultura, no comércio, na indústria, na confiança e na capacidade empreendedora dos capixabas”, afirmou.
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Diversificação econômica e redução da dependência do petróleo
Ricardo Ferraço destacou ainda que o Estado vem consolidando um processo de diversificação, reduzindo a dependência histórica da indústria de petróleo e gás.
“A arrecadação derivada do petróleo e do gás já chegou a representar 20% da nossa economia. Hoje, representa cerca de 5%. O Espírito Santo encontrou seu caminho a partir da diversificação, reduzindo a dependência desse setor e fortalecendo novas vocações econômicas. Agora é continuar trabalhando com visão de futuro, planejamento e austeridade. É assim que vamos seguir gerando emprego, oportunidades e desenvolvimento para o nosso povo”, disse.
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