Cobrança recorrente. Quando você paga pelo que não contratou
Assinaturas que são debitadas automaticamente da sua conta se tornam um problema quando você não reconhece a despesa
Edilson Vieira
Formado em jornalismo pela Universidade Católica de Pernambuco, com pós-graduação em Ciência Política pela mesma instituição. Trabalhou com marketing político. Atuou como repórter, produtor, e editor de texto de TV, e ainda como assessor e gerente de comunicação em assessorias de imprensa de empresas públicas. Foi repórter e colunista no Sistema Jornal do Commercio de Comunicação por 11 anos, nas editorias de Veículos e Economia. Está no Portal Tribuna Online PE desde julho de 2023.
Siga o Tribuna Online no Google
Faz uns 10 anos que eu assino um serviço de TV via streaming. O valor é debitado automaticamente todos os meses, direto na fatura do meu cartão de crédito. Se você me perguntar quanto eu pago por essa assinatura, eu não saberia dizer. Teria que consultar a fatura do cartão. Mas eu reconheço que fiz essa assinatura.
Esse é um exemplo da chamada cobrança recorrente. Serviços que você contrata, paga por ele por tempo indeterminado e, às vezes, até esquece que contratou. O problema é quando as empresas começam a cobrar por algo que você não pediu e nem contratou. E, acredite, isso é mais comum do que parece.
Antigamente, quando as faturas e boletos vinham pelos Correios impressos em papel, era mais comum consultar todo o extrato e confirmar despesa por despesa. Hoje, a facilidade das faturas digitais, enviadas por e-mail ou até WhatsApp, esconde uma armadilha. Quem se dá ao trabalho de abrir toda a fatura para checar, item por item, cada despesa feita?
COBRANÇA AUTOMÁTICA
Serviços de streaming, provedores de internet, bancos, cartões de crédito, operadoras de celular e até seguradoras têm um menu interminável de facilidades, proteções e upgrades (atualizações) disponíveis para oferecer a seus clientes. Muitas vezes você contrata, sem saber que contratou. Outro exemplo, são aquelas "degustações", quando você usufrui do serviço de graça por um tempo determinado e, se não pedir cancelamento, a empresa entende que você quer continuar e passa a cobrar.
Para identificar assinaturas indesejadas, analise detalhadamente seus extratos bancários e faturas de cartão mensalmente. Verifique se há descontos automatizados. Ao notar uma cobrança indevida, contate a empresa para bloquear o serviço. Caso a empresa se recuse a cancelar ou a devolver o dinheiro, formalize uma reclamação pelo Consumidor.gov.br, que costuma ter alta taxa de resolução.
É possível pedir na justiça o reembolso pelo valor cobrado indevidamente? Sim. Mas é um processo longo e você poderá ter que provar que não contratou o serviço. Conteste a cobrança, peça o protocolo de cancelamento e, se for necessário, registre Boletim de Ocorrência na polícia. Um advogado vai ajudar muito a contestar a cobrança na justiça.
SUGERIMOS PARA VOCÊ:
Eu, consumidor, por Edilson Vieira
Formado em jornalismo pela Universidade Católica de Pernambuco, com pós-graduação em Ciência Política pela mesma instituição. Trabalhou com marketing político. Atuou como repórter, produtor, e editor de texto de TV, e ainda como assessor e gerente de comunicação em assessorias de imprensa de empresas públicas. Foi repórter e colunista no Sistema Jornal do Commercio de Comunicação por 11 anos, nas editorias de Veículos e Economia. Está no Portal Tribuna Online PE desde julho de 2023.
ACESSAR
Eu, consumidor,por Edilson Vieira
Formado em jornalismo pela Universidade Católica de Pernambuco, com pós-graduação em Ciência Política pela mesma instituição. Trabalhou com marketing político. Atuou como repórter, produtor, e editor de texto de TV, e ainda como assessor e gerente de comunicação em assessorias de imprensa de empresas públicas. Foi repórter e colunista no Sistema Jornal do Commercio de Comunicação por 11 anos, nas editorias de Veículos e Economia. Está no Portal Tribuna Online PE desde julho de 2023.
Edilson Vieira
Formado em jornalismo pela Universidade Católica de Pernambuco, com pós-graduação em Ciência Política pela mesma instituição. Trabalhou com marketing político. Atuou como repórter, produtor, e editor de texto de TV, e ainda como assessor e gerente de comunicação em assessorias de imprensa de empresas públicas. Foi repórter e colunista no Sistema Jornal do Commercio de Comunicação por 11 anos, nas editorias de Veículos e Economia. Está no Portal Tribuna Online PE desde julho de 2023.
PÁGINA DO AUTOREu, consumidor
Direitos do consumidor explicados de forma direta. Dicas para economizar ou aproveitar descontos e vantagens. O que o consumidor deve saber para melhorar sua experiência de consumo, você vê nesta coluna semanal do Tribuna Online PE