PSD demonstra interesse em coligar com Ricardo Ferraço
Partido de Renzo Vasconcelos tenta se reaproximar do Palácio Anchieta
Eduardo Maia
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O prefeito de Colatina e presidente estadual do PSD, Renzo Vasconcelos, se reuniu na manhã desta quarta-feira (22) com o governador do Estado, Ricardo Ferraço (MDB). Durante o encontro, o dirigente manifestou o interesse do partido em compor a chapa majoritária encabeçada por Ricardo.
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A reunião foi rápida. Segundo apurou a coluna, Renzo não chegou a pleitear uma vaga específica para vice ou Senado, mas enfatizou a disposição da sigla em integrar o grupo.
A assessoria do governo estadual confirmou o encontro e informou que Ricardo ouviu a proposta. O governador ressaltou ao prefeito, no entanto, que não toma decisões isoladas, pois participa de uma frente consolidada de aliados que inclui a federação União-Progressistas, o Podemos e outras legendas. Dessa forma, qualquer definição dependerá de consultas aos parceiros de coligação.
Ambos se comprometeram a retomar as conversas em breve. Vale destacar que a convenção partidária do MDB está marcada para 5 de agosto, limite do prazo estabelecido pela Justiça Eleitoral.
A coluna apurou ainda, com interlocutores do PSD, que o ex-governador Paulo Hartung teria se afastado das negociações, deixando a liderança do processo com Renzo. Essa suposta mudança de postura teria ocorrido sobretudo após o presidente nacional da sigla, Gilberto Kassab, autorizar a abertura de conversas com outros grupos em razão da coligação entre o Republicanos e o PL, partido de Magno Malta.
Durante a convenção do Podemos, na última segunda-feira (20), a coluna chegou a indagar o ex-governador Renato Casagrande (PSB) sobre a possibilidade de diálogo com o PSD. Na ocasião, afirmou que tanto ele quanto Ricardo estariam abertos para isso.
Mais cedo, Renzo falou à coluna, destacando que está disposto a "fazer política, queiram algumas pessoas ou não".
"Conversei como 'Renzo' mas também como presidente do PSD. Acho que podemos fazer coligação com qualquer pré-candidato. Política se constrói com diálogo, grupo, atenção e carinho. Eu vou fazer política, queiram algumas pessoas ou não. Vou conversar com todos, porque se não acontecerem as coligações, temos dois ativos que podemos sair 'solo': Paulo e Meneguelli. Mas, antes de chegar a esse ponto, é necessário exaurir os diálogos".
Seja qual for o desfecho, a definição do cenário político está próxima de ocorrer.
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Há mais de 55 anos, a tradicional coluna Plenário acompanha de perto os bastidores da política capixaba nas páginas de A Tribuna. Também presente no Tribuna Online, o espaço traz diariamente notícias, análises e informações exclusivas sobre os poderes Legislativo, Executivo e Judiciário. Com olhar atento, revela as costuras políticas que movimentam os quatro cantos do Espírito Santo.