“Política não rima com arrogância”, aponta Ricardo Ferraço
Governador ainda evitou tomar lado na disputa presidêncial: "Não cabe ao governador do Estado ser oposição"
Eduardo Maia
Siga o Tribuna Online no Google
A convenção partidária do Podemos, liderada pelo presidente Gilson Daniel, reuniu mais de mil pessoas e serviu para homologar os nomes dos candidatos à Câmara Federal e Assembleia, além de endossar apoio a Casagrande (PSB) e Rose de Freitas (MDB) ao Senado, e Ricardo Ferraço (MDB) ao governo.
Clique aqui e receba em primeira mão as notícias da Coluna Plenário
Após o evento, o governador falou à coluna sobre estar aberto para conversar com todos. “Política é diálogo, é ter humildade. Estamos abertos para construir isso. Vamos aguardar os acontecimentos e estaremos à disposição. Política não rima com arrogância, mas sim com humildade”.
Também apontou sobre a disputa presidencial. “Acho que quem tem a possibilidade de liderar um estado precisa ter dimensão dessa responsabilidade. Ao longo de todos esses anos em que nós 'sacudimos a poeira', não vimos o Estado perder tempo com essas questões, que ainda que sejam relevantes, são acessórias. Quando parte para um movimento que não seja assim, pode levar todos ao isolamento”.
Papel não é de oposição
Ao ser indagado sobre a corrida presidencial, Ricardo tem repetido que “está do lado do Espírito Santo”. Ontem, voltou a discursar nessa linha:
Leia Mais: "A tendência é essa", diz Ricardo Ferraço sobre candidatura de Rose de Freitas
“Eu sou 100% capixaba. Precisamos como governador estar preparados para governar o Estado com quem os capixabas decidirem que vai levar as eleições para a Presidência da República. Não é papel de governador fazer oposição, mas sim trabalhar para transformar a vida das pessoas”, ressaltou o emedebista.
Presidência é incógnita
A disputa presidencial ganhou força dias atrás após a visita de Flávio Bolsonaro ao Estado. Apesar de o PSB integrar o palanque nacional de Lula, o ex-governador Casagrande afirmou que a estratégia no Espírito Santo ainda não está definida:
“Vamos dialogar com a coordenação da campanha do Lula. O MDB com Ricardo não fará coligação com nenhum pré-candidato ao Planalto. Vou ver a melhor forma de participar, ainda não dialoguei com o partido”.
Jogo está embaralhado
Uma reunião ontem entre lideranças do PSD apontou que o partido pode não estar “tão” embarcado no projeto do ex-prefeito de Vitória Lorenzo Pazolini (Rep) ao governo, sobretudo após a chegada do PL à coligação.
Conforme já destacado neste espaço, o PSD de Renzo entende que tem perdido influência no meio desse grupo, e que galgar “somente” a vice de Pazolini, com Lívia Vasconcelos, é menos do que gostariam.
“Nós” avisamos...
O PSD afirma ter tamanho para ser protagonista, inclusive lançando candidatos ao governo e Senado. Meneguelli, nome ao Senado, não vê com bons olhos a união com o PL.
Magno Malta também não é entusiasta da candidatura do deputado, pois tem receio que atrapalhe Maguinha.
Sob sigilo, integrantes do Palácio lembraram que Meneguelli chegou a ser convidado para disputar o Senado por uma sigla da base, mas recusou.
“É preciso entender o movimento do PSD”
Na convenção do Podemos, o ex-governador Renato Casagrande (PSB) afirmou à coluna que ele e Ricardo Ferraço (MDB) vão dialogar com todas as legendas dispostas a conversar:
“Estamos abertos ao diálogo. Com todos os partidos. Estamos no prazo de conversas. Não há nenhuma restrição ao diálogo. É lógico que é preciso saber qual é o sentido e objetivo do movimento do PSD, mas estamos abertos”.
Sobre a presença de quadros no PSD, destacou não haver entraves ao nome de ninguém. “Quem está falando pelo partido é o Renzo Vasconcelos, se alguém procurar para dialogar acho que deve ser o presidente”.
Torcida grande
Sergio Vidigal (PDT) e Sueli Vidigal (PDT) também marcaram presença na convenção do Podemos, já que o filho, Serginho Vidigal, é pré-candidato à Câmara Federal pelo partido.
Foi, inclusive, o nome que mais tirou gritos, aplausos, apitos e buzinas do público presente no auditório do Palácio do Café, em Vitória.
Falando em apoio...
Quem também teve o nome gritado mais de uma dezena de vezes foi o pré-candidato Tião do Jaburu, que deve assumir vaga na Câmara de Vitória por conta da possível cassação de mandato de Baiano do Salão.
A insistência chegou a tirar gargalhadas.
Representou...
O presidente do Podemos em Vitória, Pedro Sarkis, estava com o gogó em dia. Por conta de problemas no microfone, teve que impostar a voz no auditório. Foi difícil, mas deu certo!
Ausências sentidas
Ausências do senador Marcos Do Val (Avante) e do deputado Evair de Melo (Rep) chamaram atenção no evento do PL no sábado.
Recentemente, Do Val anunciou, de forma equivocada, uma aliança com o PL para ser possível nome ao governo.
SUGERIMOS PARA VOCÊ:
Plenário,por Eduardo Maia
Eduardo Maia
PÁGINA DO AUTORPlenário
Há mais de 55 anos, a tradicional coluna Plenário acompanha de perto os bastidores da política capixaba nas páginas de A Tribuna. Também presente no Tribuna Online, o espaço traz diariamente notícias, análises e informações exclusivas sobre os poderes Legislativo, Executivo e Judiciário. Com olhar atento, revela as costuras políticas que movimentam os quatro cantos do Espírito Santo.