O que sabe sobre a mulher presa por venda ilegal de canetas para perder peso
Prisão, em flagrante, foi realizada pela Polícia Federal, que também cumpriu 4 mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça
Uma mulher foi presa em flagrante, ontem, no Espírito Santo, suspeita de armazenar e comercializar medicamentos para emagrecimento proibidos ou sem autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A prisão aconteceu durante uma operação da Polícia Federal que investiga o comércio clandestino de canetas emagrecedoras e outros produtos vendidos principalmente pelas redes sociais e aplicativos de mensagens.
Ao todo, a Polícia Federal cumpriu quatro mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Federal em Vitória, Cariacica e Linhares. As investigações apontam que os medicamentos eram adquiridos, armazenados, distribuídos e comercializados sem registro ou autorização da Anvisa.
Durante as buscas, os policiais apreenderam celulares, seringas contendo substâncias utilizadas para emagrecimento, frascos rotulados como tirzepatida, outros medicamentos emagrecedores, cerca de seis quilos de comprimidos e baldes com comprimidos sem identificação individual.
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Também foram recolhidos embalagens, frascos, sacolas, envelopes para remessas postais e materiais utilizados no acondicionamento e na distribuição dos produtos. Todo o material será submetido à perícia para identificar a composição, a origem e a regularidade sanitária dos medicamentos.
A mulher presa pode responder por comercialização, distribuição e manutenção em depósito de produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais sem registro no órgão de vigilância sanitária competente.
Reportagem publicada por A Tribuna, na quarta-feira, mostra que a crescente procura pelas chamadas canetas emagrecedoras fez com que o contrabando desses produtos disparasse no País.
Hoje, elas superam os cigarros entre as mercadorias ilegais apreendidas – principalmente pela frequência dos flagrantes e valores das cargas. A maior parte dos medicamentos é vendida como tirzepatida – princípio ativo do Mounjaro – e vem do Paraguai. Mas tem sido comum encontrar a retatrutida – que nem chegou ainda ao mercado mundial, por estar em fase de estudos.
Só este ano, cerca de 200 remessas de medicamentos para emagrecimento foram apreendidas pela Receita Federal no Espírito Santo, com valor estimado em aproximadamente R$ 1 milhão.
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