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AUTOMOTOR

O que muda para o motorista com mais etanol na gasolina?

Impacto tende a ser pequeno no dia a dia; veículos modernos já estão preparados para a nova mistura obrigatória

Jorge Moraes | 17/07/2026, 07:00 h | Atualizado em 16/07/2026, 12:48
AutoMotor

Jorge Moraes

Jorge Moraes é jornalista e referência no setor automotivo brasileiro. Com mais de 28 anos de carreira, foi editor do Diário de Pernambuco, colunista do UOL, âncora da CBN Recife e apresentador do programa Auto Motor, exibido na TV Tribuna/Band. Reconhecido por sua autenticidade e expertise, já realizou coberturas internacionais nos principais salões automotivos do mundo e é palestrante e mentor, com mais de 1.000 profissionais mentorados na área automotiva.


          Imagem ilustrativa da imagem O que muda para o motorista com mais etanol na gasolina?
Bomba de gasolina: mistura de etanol anidro passa para 32% |  Foto: Divulgação

Impactos para o consumidor tendem a ser pequenos; carros modernos já estão preparados

O aumento da mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina, que passa para 32% (E32), marca um novo passo da política brasileira de biocombustíveis. A medida busca reduzir a dependência da gasolina importada, fortalecer a produção nacional de etanol e diminuir as emissões de carbono. Mas, na prática, o que muda para quem está atrás do volante?

Os veículos produzidos e homologados para o mercado brasileiro, especialmente os modelos flex e os lançados nos últimos anos, já foram desenvolvidos para trabalhar com misturas elevadas de etanol. Isso significa que o motorista não deverá notar mudanças significativas no desempenho do carro ou no funcionamento do motor.

Como o etanol possui menor poder energético do que a gasolina, o consumo pode aumentar levemente. Outro ponto importante é o desempenho. O receio de perda de potência não encontra respaldo nos motores modernos. Pelo contrário. O etanol possui maior octanagem, característica que ajuda a evitar a detonação e permite que a central eletrônica ajuste automaticamente a ignição e a injeção de combustível.

Em alguns motores turbo e de alta eficiência, esse comportamento pode até favorecer a combustão. Nos veículos atuais, o E32 não deve provocar problemas. Bombas de combustível, mangueiras, vedações, bicos injetores e demais componentes do sistema de alimentação já utilizam materiais compatíveis com elevados teores de etanol. Os mais antigos, não.

O cuidado maior fica para veículos bem mais velhos ou importados sem adaptação para o combustível brasileiro, que podem apresentar desgaste mais acelerado em componentes de borracha, como mangueiras, e de vedação.

Chinesas

As montadoras chinesas que chegaram recentemente ao Brasil já prepararam seus veículos para operar com misturas ainda maiores. A próxima será de 35%, o E35, ainda sem data para chegar. A Lei nº 14.993/2024, conhecida como Lei do Combustível do Futuro, sancionada pelo presidente Lula em outubro de 2024, criou um marco regulatório para ampliar o uso de biocombustíveis no Brasil e já estabeleceu como teto da composição os 35%.

Marcas como BYD, GWM, GAC e Omoda & Jaecoo desenvolveram calibrações específicas para atender às características do combustível brasileiro e, em muitos casos, já aceleram a chegada de versões híbridas flex ao mercado nacional.

Sob o ponto de vista ambiental, o E32 amplia a participação de um combustível renovável na matriz energética brasileira. Isso reduz o consumo de gasolina de origem fóssil.

O governo fala em uma economia de R$ 450 milhões com a importação de gasolina após a adoção da nova mistura de etanol. Os 32% vão diminuir as emissões líquidas de dióxido de carbono e fortalecer o setor sucroalcooleiro. O país produz atualmente 37,5 bilhões de litros de etanol por safra.

Quem dirige um carro moderno dificilmente sentirá diferenças no dia a dia. Para o consumidor, permanece a recomendação de sempre: abastecer em postos de confiança e manter a manutenção do veículo em dia.

Vale a pena?

Quando vale a pena abastecer com etanol? A conta mais conhecida para saber se o combustível compensa é a chamada regra dos 70%. Divida o preço do litro do etanol pelo valor do litro da gasolina. Se o resultado for igual ou inferior a 70%, o etanol tende a ser a opção mais econômica.

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Jorge Moraes é jornalista e referência no setor automotivo brasileiro. Com mais de 28 anos de carreira, foi editor do Diário de Pernambuco, colunista do UOL, âncora da CBN Recife e apresentador do programa Auto Motor, exibido na TV Tribuna/Band. Reconhecido por sua autenticidade e expertise, já realizou coberturas internacionais nos principais salões automotivos do mundo e é palestrante e mentor, com mais de 1.000 profissionais mentorados na área automotiva.

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Jorge Moraes é jornalista e referência no setor automotivo brasileiro. Com mais de 28 anos de carreira, foi editor do Diário de Pernambuco, colunista do UOL, âncora da CBN Recife e apresentador do programa Auto Motor, exibido na TV Tribuna/Band. Reconhecido por sua autenticidade e expertise, já realizou coberturas internacionais nos principais salões automotivos do mundo e é palestrante e mentor, com mais de 1.000 profissionais mentorados na área automotiva.

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Auto Motor é uma coluna dedicada ao universo automotivo, apresentada por Jorge Moraes. Traz testes de veículos, análises, entrevistas e notícias sobre lançamentos, tecnologia, mobilidade e tendências do setor. Com linguagem acessível e conteúdo técnico de qualidade, a coluna é voltada para apaixonados por carros e para quem busca informação confiável sobre o mercado automotivo.