COMUNICAÇÃO E DEMOCRACIA
João Gualberto
ES EM AÇÃO
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Teremos eleições este ano. Serão, certamente, muito disputadas, tanto regional quanto nacionalmente. A polarização tende a continuar. Desde os anos 2010 a política migrou para as redes sociais. Assim, eu acredito que teremos em 2026 uma disputa muito intensa centralizada justamente nas redes. A formação de opinião, portanto, antes centrada nos grandes veículos da imprensa diária, migrou. As esquerdas, que sempre tiveram grande influência nas redações dos maiores veículos, perderam a sua hegemonia.
Hoje, são centenas de influenciadores que marcam as sociedades, no mundo todo. Mais do que isso, as pessoas imaginam que são muito bem informadas, que estudam os grandes problemas, têm opinião formada sobre tudo. A multidão de operadores das informações que chegam ao cidadão comum, o fluxo e a forma das informações dá às pessoas a impressão de conhecimento e controle do processo.
Esses sentimentos de ser bem informado, de não ser manipulado pela grande mídia, são alimentados pelos bastidores dessas centrais de informação, em grande parte falsas, em um nível que a maioria não compreende. Tanto é assim que os brasileiros em sua maioria desconfiam das notícias dos grandes veículos, embora eles detenham bons níveis de audiência em seus noticiários. Os gigantes das novas mídias manipulam tanto quanto a mídia que os antecedeu, ou mais. Mas a forma como o fluxo chega ao cidadão comum os deixa confusos, ou enganados.
É essa massa de cidadãos ligados ao Whatshapp, e a toda a cadeia de construtores de notícias que são disseminadas por ele, é que vai decidir o futuro da nossa sociedade. É uma oportunidade e um risco. E vamos então à pergunta que creio que deva conduzir as nossas ações nesse campo: o que instituições de representação do setor empreendedor, como o Espírito Santo em Ação, devem fazer para ter influência nesse contexto?
A primeira coisa é entender que a construção da política mudou de lugar. Não é mais somente no sindicato, nas associações e na grande imprensa, é nas redes sociais. Portanto, é fundamental modernizar os canais de comunicação com o grande público. Participar das novas mídias de forma contundente. Segundo, entender que a geração de lideranças passa por outros meios.
A profundidade e complexidade de nossas propostas programáticas deve passar por um filtro de atualização. Elas devem ser simples e objetivas. A lógica que tudo preside atualmente é a da economia da atenção: em poucos segundos uma pessoa abandona uma mensagem que não lhe interessa. Querer falar com o conjunto dos empreendedores brasileiros e capixabas exige esse esforço.
Precisamos modular a nossa comunicação para que ela seja eficaz no mundo atual, em que as redes sociais têm um peso determinante. Quem não dominar as novas linguagens, não conseguirá ser ouvido nas redes, e quem não é ouvido nas redes também não consegue se fazer ouvir no mundo real.
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ES À FRENTE,por ES EM AÇÃO
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ES à Frente é uma coluna do ES em Ação dedicada a trazer reflexões, com o objetivo de contribuir para o debate por meio de análises qualificadas sobre o desenvolvimento do Espírito Santo.