Van com garrafa PET como tanque de combustível chama atenção em blitz no ES
Improvisos perigosos em veículos chamam atenção não só pelo risco que oferecem, mas pela criatividade da invenção adotada
As famosas “gambiarras”, improvisos perigosos que condutores fazem em veículos, acabam surpreendendo até agentes de segurança durante blitze, seja pelo risco oferecido, seja pela criatividade observada.
O assunto ganhou destaque após a Guarda Municipal de Vitória (GMV) flagrar uma van utilizando uma garrafa PET como tanque de combustível. O caso aconteceu na madrugada de domingo (5), na Mata da Praia, durante uma blitz na avenida Adalberto Simão Nader.
A garrafa estava armazenando a gasolina, e tinha sido conectada diretamente ao motor, conta Fagner Pinheiro, gerente de Operações e Fiscalizações de Trânsito da Guarda de Vitória.
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“Ao parar o condutor para fazer o teste do etilômetro, o agente observou atitude suspeita. O bafômetro deu negativo, mas ao inspecionar o interior do carro, o tanque improvisado foi encontrado. O veículo, ainda por cima, estava com o motor diretamente ligado na garrafa PET”, contou Pinheiro.
O gerente de Operações relatou, também, que o veículo estava com licenciamento vencido e apresentava mau estado de conservação.
“O motorista não tentou justificar nada, aceitou a autuação e tirou o que levava do veículo, que foi removido ao pátio do Detran-ES por estar com o licenciamento vencido. Além do mais, a conservação da van estava precária”, disse.
Realizar alteração em característica de veículo pode trazer risco não somente ao condutor, como também a outros usuários da via, destaca Pinheiro.
“Qualquer centelha dentro daquela van poderia gerar uma explosão. Se uma colisão acontecesse, seria um risco iminente para todos que estivessem próximos na via. Qualquer tipo de alteração em característica de veículo é um perigo levado às vias”, destacou.
Apesar de inéditos, casos como o observado com o motorista da van são raros, afirma o agente: “As pessoas evitam andar com veículos em mau estado de conservação devido à fiscalização, principalmente em grandes cidades”.
As blitze realizadas pela Guarda de Vitória costumam flagrar, em maior quantidade, condutores alcoolizados dirigindo veículos.
“No último final de semana, realizamos mais de 324 testes do bafômetro, e identificamos muitos condutores que persistem no risco de dirigirem alcoolizados”, disse o gerente de Operações da GMV.
Você sabia?
Conduzir o veículo em mau estado de conservação é considerada infração grave, com multa de R$ 195,23, cinco pontos na Carteira Nacional de Habilitação e retenção do veículo para regularização.
Outros casos
Combustível em galão
A Guarda Municipal de Vitória flagrou uma motocicleta circulando com combustível estocado em galões plásticos, transportados no baú do veículo. A abordagem foi feita em Jardim Camburi, em outubro do ano passado.
Os galões estavam conectados por meio de uma mangueira de construção civil ao motor do veículo.
O condutor do veículo não tinha Carteira Nacional de Habilitação (CNH), e foram realizadas sete notificações devido às irregularidades encontradas no veículo.
Dirigindo com cabo de vassoura
Em fevereiro deste ano, um motorista de 58 anos foi preso em flagrante por embriaguez ao volante durante uma fiscalização da Polícia Rodoviária Federal (PRF) no quilômetro 65 da BR-262, em Marechal Floriano, Região Serrana do Estado.
Segundo a corporação, o homem, que é uma pessoa com deficiência (PCD), utilizava um cabo de vassoura para acionar a embreagem do veículo enquanto dirigia.
Ainda de acordo com a PRF, o motorista, que não portava documentos pessoais, apresentava sinais evidentes de embriaguez e admitiu ter ingerido bebida alcoólica pouco tempo antes da abordagem.
Bicicleta a combustão
A Guarda de Vitória apreendeu, no mês passado, na avenida Fernando Ferrari, em Goiabeiras, uma bicicleta com motor a combustão.
A abordagem aconteceu após os agentes perceberem o barulho e terem visto o condutor realizar manobras perigosas.
Como o veículo configurava ciclomotor, devido ao uso do motor, e poderia atingir 32 Km/h, sem cumprir critérios mínimos de segurança, a bicicleta foi removida e encaminhada a um pátio credenciado.
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