Torcida veste verde e amarelo, mas Brasil se despede da Copa após derrota
Derrota por 2 a 1 diante da Noruega mobilizou bares e espaços públicos na capital capixaba
Em uma partida marcada pela tensão do início ao fim, o sonho do hexacampeonato chegou ao fim neste domingo e o Brasil foi derrotado por 2 a 1 pela Noruega, no MetLife Stadium, em Nova Jersey, nos Estados Unidos, e deu adeus à Copa do Mundo de 2026.
Mesmo com o resultado frustrante, milhares de torcedores acompanharam o confronto reunidos em bares, restaurantes e espaços públicos. Em Vitória, a emoção tomou conta de quem assistia à partida. Ninguém desgrudava os olhos das telas enquanto a bola rolava. A cada ataque brasileiro, a esperança se renovava; a cada lance desperdiçado, o silêncio tomava conta do ambiente.
Para muitos, acompanhar a Seleção durante o Mundial é um ritual que acontece apenas de quatro em quatro anos.
Junto com o amigo Delfino Simões, de 33 anos, médico, o gerente Maicon Costa, de 38 anos, contou que a Copa é o momento em que passa a acompanhar o futebol mais de perto.
"Estou acompanhando porque é a Copa do Mundo mesmo. Fico super animado. A gente veste as cores do Brasil para participar, mandar energia boa e ajudar a torcida", afirmou.
A crença de que vestir verde e amarelo ajuda a transmitir boas vibrações aos jogadores também foi compartilhada por outros torcedores. A copywriter Juliana Passos, de 34 anos, e a jornalista Junnia Machado, de 28, apostaram nas cores da Seleção como forma de demonstrar apoio durante a partida e acreditam que a mobilização da torcida faz diferença, mesmo à distância.
Quem também fez questão de acompanhar o jogo foi a família Albano, do interior de São Paulo. Em Vitória para participar do Campeonato Brasileiro de Triathlon Sprint, o atleta de alto rendimento Davi Albano, de 17 anos, reuniu os pais, Maria Luiza Albano, psicóloga, e Ivan Albano, professor de educação física, além do amigo da família Eduardo Fermino, empresário, para assistir à partida.
Horas depois de completar uma prova que exigiu 750 metros de natação, 20 quilômetros de ciclismo e cinco quilômetros de corrida, Davi trocou o uniforme de competição pelas cores da Seleção.
"Agora é curtir e passar energia positiva para o Brasil. Com certeza usar as cores ajuda. Tem que torcer", disse o jovem atleta.
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