A força da cooperação no setor leiteiro capixaba
Sediada em Cachoeiro de Itapemirim, a Selita se destaca pelos mais de 80 produtos como leites, iogurtes, requeijão e muito mais
Com mais de 88 anos de existência, a Selita — primeira cooperativa do Espírito Santo — se destaca como referência no setor leiteiro capixaba. Sediada em Cachoeiro de Itapemirim, a cooperativa reúne cerca de 1.000 associados distribuídos em 51 municípios do Espírito Santo, além de cooperados em Minas Gerais e no Rio de Janeiro, e possui presença consolidada também no Bahia.
Com mais de 80 produtos — leites em pó, UHT e pasteurizado, creme de leite, iogurtes, queijos, requeijão, doce de leite e manteiga — a Selita é a maior produtora de laticínios com sede no município de Cachoeiro. O recente investimento de R$ 150 milhões no novo parque industrial em Safra, inaugurado em 2021, marca o início de uma nova fase na história da cooperativa.
"Os pilares do cooperativismo deixam de ser conceitos técnicos e passam a pulsar na vida de todos, com desenvolvimento econômico e inclusão social, pois riqueza gerada não se concentra, mas sim se distribui. O cooperativismo abre portas para que o produtor rural ganhe escala, voz e dignidade", ressalta Leonardo Monteiro, presidente da Selita.
"Mais do que entregar alimentos de alta qualidade, estendemos a mão através de inúmeras obras sociais, demonstrando que a verdadeira face do cooperativismo é o cuidado humano. Entre o campo e o lar de cada capixaba, o que cultivamos é a saúde, o respeito e a certeza de que a nossa união é a nossa maior força, que se traduz nos alimentos que compõem a mesa dos capixabas", enfatizou Leonardo Monteiro.
Fundada com 25 produtores, cooperativa completa 88 anos
Fundada em 22 de outubro de 1938, em Cachoeiro de Itapemirim, a Selita nasceu da iniciativa de 25 produtores rurais do sul do Espírito Santo que decidiram unir forças para fortalecer a pecuária leiteira no Estado. Sem internet, sem referências locais e sem modelos de laticínios cooperativas para copiar na região, esses trabalhadores ousaram olhar para o futuro e visualizar o potencial da própria produção.
A criação da cooperativa foi liderada pelo engenheiro agrônomo Djalma Eloy Hees, que, desde 1936, estudava alternativas para estruturar uma cooperativa de laticínios com sede no município. Nos primeiros anos, a Selita integrou a Cooperativa Central de Produtos de Leite (CCPL), à época a maior central de leite do Brasil.
A relação entre as duas organizações passou por um momento decisivo na década de 1980. Após ser impedida pela CCPL de comercializar seus produtos na capital capixaba, a Selita levou o assunto à Assembleia Geral Ordinária, que reuniu cerca de 150 cooperados. A decisão dos associados foi pelo desligamento da central, marcando o início de uma nova fase e a atuação independente no mercado de laticínios.
O compromisso com os cooperados é prioridade permanente na gestão da Selita.
"O associado não é apenas um número ou um cliente, ele é o dono, a razão de existir. Esse vínculo gera um orgulho profundo, uma responsabilidade compartilhada e o sentimento acolhedor de fazer parte de um grande projeto que cresce junto", ressaltou Leonardo Monteiro.
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