Laço emocional transforma trabalho em propósito
Empresa mantém ambiente que incentiva desenvolvimento, segurança, acolhimento e crescimento profissional
Reter talentos é um dos maiores desafios do mercado corporativo. O sentimento de pertencimento é o pilar mais profundo dessa retenção porque transforma a relação de trabalho, criando conexão emocional entre as pessoas colaboradoras e a organização. Ele transforma o trabalho de uma mera obrigação em um propósito com significado.
Esse orgulho de pertencer está presente em uma das maiores companhias do Espírito Santo. A Suzano, maior produtora mundial de celulose e referência global na fabricação de bioprodutos desenvolvidos a partir do eucalipto, atua em Aracruz, no Litoral Norte capixaba, desde a década de 1970, quando era chamada de Aracruz Celulose.
A família Capucho: 17 parentes na mesma empresa
Um dos exemplos mais marcantes desse sentimento é o da família Capucho. Desde o início das operações da planta industrial, em 1978, o sobrenome virou quase um sinônimo de força de trabalho no local. José Capucho foi o pioneiro — cortava eucaliptos na motosserra, até 100 troncos por dia, e se aposentou na fábrica. Dos 14 filhos, 10 seguiram o mesmo caminho.
"Tem Capucho espalhado por todo lugar na fábrica. Ao total, somos 17 parentes diretos trabalhando ou que já passaram por aqui. Se somados os primos que atuam em áreas conectadas, como o Portocel, o número é ainda maior", conta Pedro Capucho, operador de caldeira há mais de 25 anos na Suzano.
"Estou há 37 anos nesta empresa. Comecei com 18 anos. É o meu primeiro emprego. Hoje, posso ter orgulho de ter uma filha fisioterapeuta e, a mais nova, fazendo Medicina. É um orgulho para um pai poder proporcionar isso para os filhos", afirma Edvaldo Capucho, operador de logística florestal.
Suzano transforma Aracruz em polo de desenvolvimento
A presença da companhia no município a partir da década de 1970 foi um dos principais vetores de desenvolvimento da região. A oferta de emprego atraiu trabalhadores ao município e a cidade iniciou seu processo de expansão urbana.
O empresário Aderjânio Pedroni, o Jânio, acompanhou de perto essa evolução. Com a instalação da fábrica, o pai dele abriu o Supermercado Oriundi, na década de 1980. Em 2001, se transformou em um shopping. Em 2014, a operação foi ampliada para atender a continuidade desse desenvolvimento.
"O sentimento de pertencer é fruto de uma longa jornada, evidenciado por colaboradores com 25 a 40 anos de casa. A empresa vê com grande satisfação o fato de funcionários indicarem parentes. Assim, Suzano e a cidade se desenvolvem juntas", afirma Joyce Rocha Gomes, gerente de RH da Suzano.
Suzano em Aracruz: números
- Capacidade produtiva de 2,3 milhões de toneladas de celulose por ano;
- Mais de 4 mil colaboradores diretos e indiretos na unidade;
- 58% da atividade econômica de Aracruz é industrial;
- Uma das maiores rendas per capita do Norte do Espírito Santo;
- Alto índice de desenvolvimento humano no município.