Megaoperação policial mira crime organizado na comunidade do Detran, no Recife
Operação com viaturas, barcos e helicópteros cercou a comunidade do Detran, na Iputinga, e terminou com três presos até o fim da manhã
Com informações de Luciana Queiroz e Carlos Simões, repórteres da TV Tribuna
Por volta das 5 h da manhã desta quinta-feira (2), a comunidade do Detran, no bairro da Iputinga, Zona Oeste do Recife, foi alvo de uma megaoperação policial. Cerca de 75 policiais participaram da operação, sendo 35 policiais civis do DENARC e do CORE, incluindo operadores táticos; 20 policiais rodoviários federais, com equipes de motociclistas, grupamento tático e apoio aéreo, e 20 policiais militares do BOPE. A operação também contou com o emprego de duas aeronaves, pertencentes ao GTA e à Polícia Rodoviária Federal.
O objetivo foi desmantelar a organização criminosa que atua na comunidade e também na Ilha do Bananal, descrita como um local de difícil acesso usado como depósito de armas.
Prisões e alvos da operação
No fim da manhã, três pessoas haviam sido presas: um homem, conhecido por Natanel, que já está no Cotel, preso por tráfico de drogas, e que agora deve responder por outros crimes por estar associado a duas mulheres, também presas nesta quinta-feira.
Segundo a polícia, as duas são irmãs e comandavam uma empresa provedora de internet ligada ao crime organizado. Ainda de acordo com a polícia, moradores eram obrigados a contratar o serviço, e nenhuma outra empresa poderia atender a comunidade.
Uma das mulheres, ainda segundo a polícia, é viúva de Leonardo dos Santos Silva, conhecido por Leo Shazan, apontado como ex-líder do tráfico local e responsável por pelo menos 9 homicídios. Ele fugiu da comunidade do Detran no ano passado e morreu em um confronto com a polícia na cidade de Marechal Deodoro, em Alagoas.
Um dos alvos da ação desta quinta-feira foi uma residência atribuída a Romário Lucas da Silva, conhecido como Pelé, que está foragido. A casa, em construção, segundo a polícia, estaria sendo preparada para funcionar como uma fortaleza e como central de monitoramento, com circuito de câmeras espalhadas pela comunidade para vigiar moradores e possíveis acessos da polícia. A casa era estrategicamente localizada em frente a Ilha do Bananal, que já havia sido alvo de outra grande operação policial em maio deste ano.
O delegado Ney Luiz, do Denarc, detalhou a operação realizada na comunidade do Detran. Veja a entrevista abaixo:
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