Feras no caminho
Comentários sobre o futebol, os clubes e os craques do esporte mais popular do planeta
Gilmar Ferreira
Gilmar Ferreira é jornalista esportivo com passagem por veículos como O Dia, Jornal do Brasil, Lance! e Extra. Reconhecido por sua apuração e análises sobre futebol, foi também comentarista da Rádio Globo. Atualmente, é colunista do jornal Tribuna e do Tribuna Online, onde escreve sobre clubes, bastidores e o cenário do futebol brasileiro.
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Gabriel Magalhães enfrentou Haaland onze vezes desde a temporada 2022/23. Venceu dois confrontos, empatou quatro e perdeu cinco. Fez um gol, contra quatro do atacante norueguês. Casemiro enfrentou Haaland seis vezes desde a temporada 2022/23. Venceu dois, empatou um e perdeu quatro. Não marcou nenhum gol e viu o artilheiro de 1,95m fazer quatro.
Este é o tamanho do desafio que a seleção de Ancelotti terá pela frente no jogo contra a Noruega, domingo (05/07), em Nova Jersey, pelas oitavas de final da Copa do Mundo: parar o goleador de quase dois metros que, com cinco gols em quatro partidas rivaliza o protagonismo com Lionel Messi e Kylian Mbappé - Messi com seis gols em três jogos, e Mbappé, seis em quatro.
Espetáculo à parte! Aliás, são estrelas que estarão no caminho da Seleção Brasileira se o time avançar até a final. Os argentinos, que ainda disputam vaga nas oitavas com a seleção da Cabo Verde, cruzariam com os na semifinal. Mas Noruega, que ontem bateu a Costa de Marfim, e França, que atropelou a Suécia, já estão lá.
O primeiro é o adversário do Brasil no domingo e o outro, se mantiver o padrão, faria eventual final com o time de Ancelotti. O desempenho do trio na Copa é realmente assombroso. Mas ele apenas espelha a temporada em si. Haaland tem 56 gols e onze assistências em 62 jogos; Messi tem 21 gols e oito assistências em 22; e Mbappè chegou a 52 gols e onze assistências em 55.
Marcas que recomendam mais do que cautela. Talvez, mudança tática - principalmente com a lesão na coxa que tira Paquetá da Mundial. Recorro, de novo, ao trabalho de Felipão em 2002, que confessa ter programado a entrada de um segundo volante (Kleberson) para as fases de mata-mata daquela Copa.
Como Ancelotti se inspirou na montagem daquela Seleção, não me espantaria se o escolhido para substituir Paquetá fosse Fabinho ou Ederson, jogadores de marcação, em vez dos ofensivos Danilo Santos e Martinelli.
Este último, aliás, autor do gol da vitória sobre o Japão, é um dos mais utilizados pelo técnico nos doze meses que antecederam a Copa. Um jogador que o próprio Ancelotti disse após este último confronto enxergar nele virtudes que legitimam o aproveitamento na função de um camisa 8. Ou seja, já não seria tão surpresa vê-lo no lugar meia lesionado…
Martinelli
Remanescente da Seleção que disputou a Copa de 22 no Catar, o atacante do Arsenal tem 26 jogos e cinco gols pela seleção - três deles na Era Ancelotti. Mas em apenas cinco partidas ele foi escalado desde o início, atuando os 90 minutos em duas, a última delas na vitória de 1 a 0 sobre o Paraguai na estreia do técnico italiano.
Rayan
A eficiente participação do jogador do Bournemouth em ações defensivas tem feito do mais jovem da Seleção o mais novo xodó de Ancelotti. Contra o Japão, o atacante liderou foi o líder na pressão ao adversário com 35 ações, sendo uma delas a que resultou no gol de Martinelli. Em quatro jogos, tem três bolas recuperadas que resultaram em gols.
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