PF deflagra operação contra extração ilegal de argila em Ipojuca
Ação combate crime ambiental e usurpação de bens da União; prejuízo estimado passa de R$ 5 milhões
A Polícia Federal (PF), em conjunto com a Agência Nacional de Mineração (ANM), deflagrou nesta quarta-feira (1), a Operação Lucro Argiloso. O objetivo é cumprir um mandado de busca e apreensão para combater a extração ilegal de argila no município de Ipojuca, na Região Metropolitana do Recife. A atividade era realizada sem a devida autorização, permissão, concessão ou licença dos órgãos competentes.
Prejuízo milionário e danos ambientais
As investigações começaram em janeiro de 2025, após uma fiscalização in loco realizada pela ANM na lavra ilegal. Posteriormente, peritos ambientais da Polícia Federal analisaram a área e constataram a gravidade dos impactos:
- Área afetada: Cerca de 39.991,7 m².
- Volume extraído: Estimado em 138.598 m³ de argila.
- Prejuízo financeiro: Avaliado em R$ 5.176.635,30.
Além do dano econômico ao patrimônio da União, a PF informou que houve destruição da flora local, com a supressão de vegetação rasteira e arbustiva. A remoção e degradação do solo na região também favoreceram o avanço de processos erosivos.
Próximos passos da investigação
O nome da operação, Lucro Argiloso, faz referência direta ao comércio ilegal do minério extraído. Com o mandado de busca e apreensão, a PF busca recolher documentos, dispositivos eletrônicos e outras provas para identificar e responsabilizar todos os envolvidos.
- Penalidades: Os suspeitos poderão responder por crime ambiental (Lei nº 9.605/98) e por usurpação de bem da União (Lei nº 8.176/91).
A Polícia Federal informou que as investigações continuam em andamento até a total elucidação dos fatos.
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