Cadeira de idosa é sugada por máquina de ressonância magnética durante exame
Idosa de 70 anos passava por exame em clínica na Consolação, em Vitória, quando cadeira foi atraída pelo equipamento
Uma paciente de 70 anos teve a cadeira de rodas sugada durante um exame de ressonância magnética em uma clínica no bairro Consolação, em Vitória, no dia 22 de junho. A filha, Ingrid Tavares, acompanhava o procedimento quando o equipamento atraiu a cadeira no momento da transferência da idosa.
Segundo Ingrid, mãe e filha aguardaram cerca de 40 minutos pelo atendimento e não havia um local adequado para o preparo da paciente. No instante em que a cuidadora auxiliava a deslocação da idosa, a cadeira foi sugada e passou a ser comprimida pelo campo magnético.
Relato aponta ausência de assistência
A cuidadora e a filha afirmaram que não houve qualquer auxílio imediato da equipe responsável pelo procedimento.
"Eu me preocupei em tirar ela da sala, porque eu vi que ninguém prestou assistência, ninguém fez nada, ninguém pegou a cadeira. Ficaram um olhando para a cara do outro, sem saber. Os funcionários, eu percebi, que eles eram despreparados, que não sabiam como conduzir aquela situação", disse Ingrid.
Ocorrência e recomendações de segurança
O caso foi registrado na Delegacia Especializada de Proteção à Pessoa Idosa. A Polícia Civil do Espírito Santo (PCES) informou que a situação foi lançada como ocorrência para fins de direitos civis, fora do escopo de investigação do departamento.
Em exames com equipamentos que geram campo magnético, é necessário redobrar cuidados com objetos metálicos. A orientação é que cadeiras de rodas convencionais não entrem na sala, sendo feita a transferência para maca ou cadeira de material não magnético, a ser disponibilizada pela clínica.
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