Aniversário de Cariacica com sucessos de Alexandre Pires
O cantor mineiro leva para a festa o show “Pagonejo Bão”, com clássicos da música sertaneja em versões cheias de suingue
A mistura de pagode e sertanejo, promovida pelo cantor mineiro Alexandre Pires, marca as comemorações dos 136 anos de Cariacica nesta sexta-feira (26).
Ele desembarca no município com a turnê “Pagonejo Bão” para apresentação gratuita, às 23h. O show já foi apresentado outras vezes no Estado, mas com cobrança de ingresso.
“Muita gente que talvez não pudesse estar em um evento pago agora vai poder viver essa experiência com a família; cantar, dançar e celebrar junto. Cariacica está comemorando aniversário, então nada melhor do que uma grande festa, e eu fico feliz em fazer parte disso”, diz ele, ao jornal A Tribuna.
Idealizado e protagonizado por Alexandre Pires, “Pagonejo Bão” celebra o encontro de emoções, estilos e gerações, trazendo as raízes do artista de Uberlândia e a união com o sertanejo.
“O pagode é a minha essência, foi o gênero que me fez ser quem eu sou hoje, e o sertanejo é uma das minhas paixões, então porque não unir os dois?”, questiona.
O projeto resgata clássicos da música sertaneja, em versões cheias de suingue, além de sucessos que marcaram a trajetória do cantor nas últimas três décadas, desde os tempos de Só Pra Contrariar.
Além dos shows no palco principal, o espaço do evento conta com área da economia criativa, estandes de comerciantes locais, uma programação cultural especial na Praça de Alimentação e até minifazendinha para toda a família.
Alexandre Pires cantor e compositor
“Sertanejo e pagode têm tudo a ver”
A Tribuna — Sempre se sentiu abraçado pelo público capixaba?
Alexandre Pires — Demais! O Espírito Santo sempre me recebeu com muito carinho, desde a época do Só Pra Contrariar. É um público caloroso, que canta tudo do começo ao fim e faz a gente se sentir em casa. Tenho lembranças maravilhosas de shows por todo o Estado e é sempre uma felicidade voltar.
O que te levou a unir sertanejo e pagode em um projeto?
Sertanejo e pagode têm tudo a ver. São os dois estilos mais populares do Brasil, que contam histórias, falam de amor. Eu cresci ouvindo música sertaneja, alguns dos meus melhores amigos são cantores sertanejos e o “Pagonejo Bão” nasceu justamente dessa vontade de celebrar essa mistura tão natural para o nosso povo.
Abraçar o sertanejo tem a ver com o recém-envolvimento com o agronegócio?
A minha ligação com o sertanejo vem de muito antes disso. Eu sempre admirei a cultura do interior, a simplicidade, a família, as tradições e, claro, a música sertaneja.
Lembra quais foram os primeiros artistas de sertanejo que você ouviu?
Cresci ouvindo nomes como Zezé Di Camargo e Luciano, Milionário e José Rico, Chitãozinho e Xororó, Leandro e Leonardo, João Mineiro e Marciano, enfim, são tantos nomes que fazem parte de uma história tão linda da nossa música brasileira... Depois vieram tantos outros que marcaram gerações e são artistas que ajudaram a construir a música brasileira e influenciaram muita gente, inclusive eu.
Sente que o público tem aprovado essa mistura?
A recepção tem sido maravilhosa, prova disso é que o “Pagonejo Bão” estará no palco principal de Barretos, em agosto. Acho que muita gente acaba se surpreendendo porque percebe que não é alguém tentando cantar um estilo diferente.
É alguém que realmente gosta daquele repertório e canta com verdade. E o mais bonito é ver o público cantando tanto as músicas do pagode quanto as sertanejas no mesmo show. Essa mistura acontece naturalmente.
Tem vontade de estender esse projeto a outros ritmos da música brasileira?
A música brasileira é muito rica! Estou preparando algumas novidades para o segundo semestre, mas ainda é surpresa.
Já pensou em abandonar o pagode e abraçar outro estilo como forma de surpreender o público?
Jamais! O pagode faz parte da minha essência, da minha história e da minha identidade. Foi ele que me apresentou ao Brasil e ao mundo. O que eu gosto é de somar, nunca substituir. Posso passear por outros estilos, mas o pagode sempre será a minha casa.
Como se prepara para os shows de “Pagonejo Bão” e mostrar todo seu talento?
Levo isso muito a sério. Procuro cuidar da voz, da alimentação, faço exercícios físicos e ensaio bastante. O palco exige preparo físico e emocional. Quero entregar sempre o meu melhor porque respeito muito quem saiu de casa para me assistir.
No ano passado, se tornou avô. Como tem sido a experiência? É como ser pai de novo?
É uma sensação maravilhosa, a gente vive o amor de uma forma diferente, talvez até mais leve, porque já traz toda a experiência da vida. Estou curtindo muito esse momento e aprendendo bastante também. É uma felicidade difícil de colocar em palavras.
Saiba mais
Cariacica 136 anos
- O quê: Aniversário da cidade com shows, minifazendinha, feira de economia criativa e praça de alimentação.
- Quando: De sexta (26) a domingo (28).
- Onde: Parque de Exposições de Cariacica, em Nova Brasília.
- Quanto: Entrada gratuita.
Sexta-feira (26)
Abertura dos portões às 18h.
Praça de Alimentação
- 18h: DJ Ceará.
- 19h: Os Lopas.
- 20h: Graciella D'Ferraz.
Palco Principal
- 21h: Pele Morena.
- 23h: Alexandre Pires.
- 1h: Emerson Xumbrega.
Sábado (27)
Abertura dos portões às 18h.
Praça de Alimentação
- 18h: DJ Kinho.
- 19h: Matheus Araújo.
- 20h: Wallace Aguiar.
Palco Principal
- 21h: Breno e Bernardo.
- 23h: João Neto e Frederico.
- 1h: Priscila Ribeiro
Domingo (28)
Abertura dos portões às 15h.
Praça de Alimentação
- 15h: Marquinhos Coco.
- 16h: Rodrigo Freitas.
- 16h40: Tombo do doce de banana.
- 17h: Diego Viana.
Palco Principal
- 18h: Jessica Rodrigues.
- 19h30: João Fellipe e Rafael.
- 21h: Zé Elias com o “Serestão do Zé”.
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