Vizinhos de suspeito de matar amiga sob justificativa de possessão ajudaram vítima
Segundo os dois jovens Marceli de Oliveira Gottardo estava desacordada, convulsionando, com sinais evidentes de agressão e com as roupas desalinhadas
Dois vizinhos do suspeito de matar Marceli de Oliveira Gottardo, 29 anos, alegando que ela estava "possuída por demônios" ajudaram a socorrer a vítima. O caso aconteceu no bairro Jardim Limoeiro, na Serra, na noite do último domingo (21).
Conforme apurado pela repórter Vanuza Santana, da TV Tribuna/Band, após a vítima perder a consciência, o suspeito, que é motorista de aplicativo, foi até o apartamento vizinho e pediu ajuda dos moradores. Um diarista e uma estudante de enfermagem foram até o local e encontraram Marceli Gottardo desacordada e convulsionando.
"Ele falou que ela tinha entrado em convulsão, a princípio, que era somente para ajudar ela. Mas assim que eu cheguei eu já vi que tinha drogas no sofá, pinos de cocaína, outras drogas aí eu já suspeitei que poderia ser isso também", afirmou o vizinho.
Ainda segundo o vizinho, 26 anos, enquanto ele e a estudante de enfermagem tentavam ajudar a vítima, o suspeito voltou a agredi-la com tapas no rosto e insistindo que ela esta "possuída". O jovem observou, também, que Marceli Gottardo não estava totalmente vestida.
"Ela tinha algumas marcas no corpo, marcas de agressão, como no pescoço. A gente suspeitou de asfixia. Ela tinha um pouco de sangue atrás da orelha também, parecia um machucado no couro cabeludo e não dava para ver por causa do cabelo. Ela não estava totalmente vestida, os peitos estavam um pouco para fora e a calça dela não estava totalmente alinhada, estava um pouco para baixo", contou o vizinho
A estudante de enfermagem contou que, além dos sinais evidentes de agressão, Marcelli Gottardo estava com uma linha no pescoço. "Percebi que ela estava com uma linha no pescoço e aí eu fui perguntar para o cara que tava lá por que que ela estava com aquilo, de onde tinha vindo. E ela estava com hematoma roxos no rosto, no corpo todo na verdade e nas mãos", expôs ela.
Marceli Gottardo trabalhava em uma empresa de consórcios. Ela chegou a ser socorrida pela equipe do Samu mas morreu a caminho do hospital. A estudante de enfermagem afirmou que a vítima, por um momento enquanto era socorrida, abriu os olhos e, logo em seguida,
Jovem foi socorrida pela ambulância mas morreu a caminho do hospital. A estudante contou que, por um momento, ela abriu os olhos pela primeira vez e, logo em seguida, sofreu uma parada cardiorrespiratória.
Relato de gritos
De acordo com testemunhas, Marceli Gottardo chegou ao local acompanhada do suspeito e de mais dois amigos, que foram embora do local à tarde. A vítima e o suspeito teriam passado o dia consumindo entorpecentes.
À noite, vizinhos passaram a escutar gritos vindos do apartamento do suspeito.
"Mais ou menos oito e quarenta eu comecei a escutar uns gritos de cima e foi muito estranho porque eram gritos que pareciam muito de desespero. Falas totalmente desconexas e eram gritos, assim, muito altos e eram muitos estridentes, parecia uma coisa muito desesperadora", relembrou a estudante de enfermagem.
O suspeito mora no condomínio há cerca de seis meses e, segundo relatos de vizinhos, já havia se envolvido em problemas com moradores devido a vagas no local e à movimentação constante de pessoas estranhas no apartamento dele. Essa seria a primeira vez que a vítima foi vista no apartamento do suspeito.
Prisão
O suspeito foi detido e conduzido para a 3ª Delegacia Regional da Serra, onde foi autuado em flagrante por homicídio qualificado pelo meio ou modo de execução. Ele foi encaminhado para o Centro de Triagem, localizado no Complexo Penitenciário Rodrigo Figueiredo da Rosa, em Viana.
MATÉRIAS RELACIONADAS:
Comentários