Veto europeu afeta a exportação de gado capixaba
Faes avalia que peso menor das exportações e demanda global por proteína podem reduzir efeitos para produtores capixabas
O veto da União Europeia à carne de gado do Brasil vai impactar produtores brasileiros — inclusive no Espírito Santo. Mesmo assim, será rapidamente, diz o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do ES (Faes), Júlio Rocha.
Com um percentual pequeno de exportações de carne e o consumo majoritariamente interno, o número na balança em relação à exportação pesa menos. Somado a isso, há demanda crescente por proteína no mundo, especialmente de países como Japão e EUA.
“O Espírito Santo, apesar de ser pequeno, tem uma representatividade principalmente em qualidade do rebanho. Se eles retaliarem, o mercado alternativo certamente vai suprir”, afirma.
Para o representante, a situação do Brasil é “uma questão de um pouco de paciência”. Segundo Rocha, os mercados estão precisando da carne e gozam da quantidade suficiente no mercado interno.
“Eles estão precisando abater as matrizes (que geram os bezerros). Com isso, não tem bezerro suficiente, não tem boi de reposição e consequentemente não tem boi gordo.
Embora os principais produtores nacionais — Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Bahia e Pará — estejam à frente quanto à quantidade no mercado externo, o Estado se distingue pela qualidade e pela precocidade, devido a avanços tecnológicos, diz rocha.
“(O boi) fica pronto mais rápido para o abate. Demorava quatro anos e agora são dois”, conta.
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