Superintendente de sindicato: “Essa tarifa vai acabar de enforcar nossa indústria”
Setor teme alta de custos, perda de empregos e impacto nas exportações após tarifa dos EUA
Já com “a corda no pescoço” devido ao conflito no Oriente Médio e ao fechamento do Estreito de Ormuz —, a indústria do plástico no Espírito Santo prevê dificuldades para produzir e, assim, impactos na manutenção de empregos após o anúncio da nova taxa de 25% pelos Estados Unidos contra a indústria brasileira.
A disputa comercial, segundo o superintendente do Sindicato da Indústria do Material Plástico (SindiplastES), Gilmar Almeida Nogueira, deve provocar reflexos nos preços do petróleo, matéria-prima para fabricar os produtos.
Nogueira aponta que o petróleo virgem subiu entre 50% a 70% desde o início da guerra no Irã, o que fez com que a indústria do setor se limitasse a buscar atender ao máximo os clientes que já têm e evitar buscar novos clientes, devido à escassez de matéria-prima para produção.
“A guerra já tinha colocado uma corda no pescoço do empresário. As indústrias já estavam sofrendo para fazer a produção, não estávamos encontrando matéria-prima no Espírito Santo. Agora, isso vai acabar de matar o empresário”, afirma.
Com o cenário, a perspectiva é de novas contratações de funcionários deixem de ocorrer, inclusive havendo “tendência de dispensas”, afirma o representante. “Ou seja, é prejuízo total para o Espírito Santo”, comenta.
Para o Sindicato do Comércio de Importação e Exportação (Sindiex), ainda não é possível mensurar o real impacto da eventual medida sobre as exportações brasileiras e, especialmente, sobre as operações das empresas capixabas.
“Não há confirmação definitiva nem publicação oficial da medida pelo governo norte-americano (...) O Sindiex seguirá acompanhando”, afirmou em nota. O mesmo é dito pela Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz).
Já o Sindicato das Rochas Ornamentais (Sindirochas) demonstra preocupação com a proposta de taxação, com as maiores consequências sentidas pelas regiões Norte e Noroeste do Estado, onde estão concentradas importantes pedreiras de granito.
“Os quartzitos ficaram fora, mas os granitos continuam com o mesmo problema. Quem tem pedreira de granito vai ser impactado”, disse Ed Martins, vice-presidente do Sindirochas.
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