Suspeito de matar mulher e deixar corpo em banheiro já foi preso por homicídio
Alex Almeida de Barros, 48 anos, também possuía passagens na Justiça pelos crimes de estelionato e lesão corporal
O suspeito de matar a namorada Rosi Mari Marcelly Ayala, 58 anos, identificado como Alex Almeida de Barros, 48 anos, já havia sido condenado a 12 anos de prisão, em agosto de 2020, pela morte da noiva dele, chegando a ficar preso por cinco meses. Em 2025, a Justiça concedeu que o restante da pena fosse cumprida em liberdade.
Na epóca, Alex de Barros foi acusado de matar noiva, identificada como Elzineia Loyola, 50 anos, e esconder o corpo em uma piscina coberta com lona em um sítio da família da vítima, localizado em Anchieta, no Sul do Espírito Santo.
Além disso, possuía outras passagens na Justiça pelos crimes de estelionato e lesão corporal.
Na útlima quarta-feira (27), o suspeito voltou a ser preso enquanto tentava fugir com o carro de Rosi Mari Ayala na BR-262, em Minas Gerais, após o corpo dela, que estava desaparecida há 20 dias, ser encontrado em avançado estado de decomposição dentro do banheiro de uma residência em São Judas Tadeus, Guarapari.
Durante a abordagem, Alex de Barros resistiu à prisão, fugiu para uma área de mata e ateou fogo no próprio corpo. Ele foi socorrido para uma unidade hospitalar.
Venda de apartamento
O corpo de Rosi Mari Ayala foi encontrado por corretoras que estavam em contato com ela para a negociação de um apartamento da vítima, que havia sido vendido por mais de R$ 300 mil.
Conforme apurado pela repórter Jullia Cássia, da TV Tribuna/Band, após matar a namorada, o suspeito continuou utilizando o celular da vítima para tentar receber o valor da venda do imóvel.
Contudo, familiares e as corretoras perceberam algo diferente na forma em que as mensagens estavam sendo enviadas do celular da vítima, considerando que as ligações feitas para o aparelho não estavam sendo atendidas e que os contatos se davam apenas por mensagem escrita, sem envio de áudios.
"Recebi uma ligação do ex-marido da Rosi e, nessa ligação, ele demonstrou que estava preocupado, porque a Rosi, há um tempo, mais ou menos, quinze a vinte dias, já não falava mais em ligação ou áudio de whatsapp, apenas mensagem trocada. E, nessa hora, a gente também lembrou que, nos últimos dias, só havia comunicação dela por mensagem escrita, sendo que o último áudio que ela enviou com a voz dela mesmo, foi no dia 7 a 8 de maio", contou uma das corretoras.
Vítima era de Goiás
Rosi Mari Marcelly Ayala era do Estado de Goiás e residia no Espírito Santo há dois anos, mesmo tempo em que estava em um relacionamento com Alex Almeida de Barros. Foram os familiares da vítima que, desconfiados, pediram que as corretoras fossem até a residência da mulher.
"Tinha sido um pedido da família que mora longe para verificar, acredito que já havia essa suspeita. Então quando ela (outra corretora) chegou, ela me ligou e falou que realmente tava um cheiro muito forte. E eu cheguei em seguida. Nesse momento a gente ligou para a polícia. (...) Ele (policial) arrombou a porta, com a autorização da proprietária, e encontrou o corpo da Rosi no banheiro", contou a corretora.
O caso é investigado pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa de Guarapari.
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