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O que os dados da Festa da Penha revelam sobre o turismo no Estado

Engajamento da Festa da Penha revela força do turismo capixaba nas redes sociais

Rosana Almeida | 22/05/2026, 14:12 h | Atualizado em 22/05/2026, 14:12
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          Imagem ilustrativa da imagem O que os dados da Festa da Penha revelam sobre o turismo no Estado
Rosana Almeida é pesquisadora do Projeto Conecta Turismo do Observatório do Turismo do ES (Setur) e mestre em Comunicação Estratégica |  Foto: Divulgação

Os números mais recentes sobre a presença digital da Festa da Penha no Instagram, produzidos pelo projeto Conecta Turismo, do Observatório do Turismo da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), dizem mais do que aparentam. À primeira vista, a pesquisa mostra 1,4 milhão de interações, cerca de 480 de publicações e centenas de perfis falando sobre o evento. Mas, olhando com mais atenção, o que esses dados revelam é algo mais profundo: o Espírito Santo já possui um ativo turístico valioso, a atenção das pessoas.

Em um cenário em que destinos competem globalmente por visibilidade, engajamento e relevância, o fato de um evento tradicional mobilizar mais de um milhão de interações não é apenas um indicador de popularidade. É um sinal claro de capacidade de mobilização, de circulação de narrativas e de construção de imagem coletiva.

Mais do que o volume total, chama atenção a forma como a conversa digital se organiza. O termo “Penha”, por exemplo, aparece como um ponto de convergência que reúne diferentes dimensões da experiência: fé, território, tradição e pertencimento. Já o tema da romaria, mesmo com menor volume de publicações, concentra um total de 1,3 milhão de interações, indicando a força de momentos específicos na geração de engajamento.

Esse comportamento mostra que o turismo capixaba já possui, de forma orgânica, aquilo que muitos destinos ainda tentam construir, uma narrativa viva, compartilhada e amplificada pelas próprias pessoas. O desafio, a partir daqui, é outro.

Se os dados mostram que existe atenção, engajamento e circulação de conteúdo, a pergunta que se coloca é, como transformar esse movimento em estratégia? Como aproveitar essa visibilidade para fortalecer o posicionamento do Espírito Santo como destino turístico? E, principalmente, como conectar essa mobilização digital a resultados concretos, mais visitantes, mais permanência, mais distribuição de renda nos territórios?

A resposta passa, necessariamente, por inteligência de dados, coordenação institucional e capacidade de articulação entre poder público, iniciativa privada e atores locais. Compreender a dinâmica da conversa digital é um passo já em curso na Secretaria de Estado do Turismo, por meio do Observatório do Turismo do Espírito Santo. O próximo é transformar essa informação em estratégia, orientar decisões, planejar campanhas, qualificar a experiência do visitante e ampliar o alcance do que já acontece de forma espontânea.

A Festa da Penha mostra que o Espírito Santo não parte do zero. Ao contrário, já existe uma base sólida de interesse, participação e identidade construída em torno de seus eventos e territórios.

O que está em jogo agora não é mais chamar atenção. É saber o que fazer com ela. Um desafio que envolve todos os atores do turismo capixaba.

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