Segurança de Lula é agredido durante visita a Aracruz
Profissional foi atingido por um instrumento musical ao tentar impedir aproximação do presidente
Um segurança, que fazia o patrulhamento do presidente Lula durante a sua passagem em Aracruz, acabou ferido na última quinta-feira (21). O profissional teve a cabeça ferida e precisou de atendimento médico.
Segundo apuração da equipe de jornalismo, a confusão começou quando integrantes da tribo Caieira Velha, de Aracruz, tentaram se aproximar do presidente Lula para fazer uma apresentação cultural. A equipe de segurança, no entanto, não permitiu a aproximação, dando início a um tumulto.
Em meio à confusão, um agente foi atingido por um golpe de casaca na cabeça. Nas redes sociais, uma versão falsa indicava que o profissional havia sido ferido com golpes de machadinha, mas foi desmentida.
Ainda segundo testemunhas, o autor da agressão foi identificado e o caso está sendo acompanhado pelo cacique e lideranças da tribo.
Repercussão
Em Aracruz, a atitude foi reprovada por outros indígenas na região. O cacique de uma outra tribo da cidade criticou a ação.
"Eram umas 30 pessoas tentando chegar perto do presidente e um menino novo fez isso. Não precisava. Estava uma festa tão bonita O presidente assinou um decreto importante pra gente", analisou o cacique Pedro, da tribo Guarani.
Investigação
O caso ganhou repercussão e a Polícia Federal está acompanhando o caso. Em nota, a instituição afirmou que "desde a ocorrência do incidente, todas as medidas de polícia judiciária vêm sendo adotadas para a adequada apuração do caso, identificação e responsabilização dos envolvidos".
Nota oficial
A Associação Indígena Tupiniquim e Guarani também emitiu nota oficial onde lamenta a agressão e diz que não concorda com o ato de violência. A nota enfatiza que "o ato de canto é ritual de toda abertura de algo em que estávamos participando".
"Então ingressamos no auditório cantando e nos dirigimos para mais próximo do palco. NÃO ESTÁVAMOS MANIFESTANDO, mesmo tendo motivos para isso. A 6ª Teia Nacional, que propõe como tema de Pontos de Cultura pela Justiça Climática, é um local mais que propício para ecoarmos o quanto nossa cultura foi afetada nos últimos 10 anos com o rompimento da barragem de Mariana, e o quanto os empreendimentos que nos cercam são licenciados sem consulta livre, prévia e informada. [...] Ao nos aproximarmos do palco, os seguranças da comitiva presidencial não entenderam dessa forma, e sabemos bem como é o trato com a gente. Não houve um diálogo saudável, o que gerou uma série de descontentamentos e, no calor do estresse de toda falta de organização inicial, até mesmo para entrar no auditório, infelizmente houve um incidente que levou uma pessoa a ficar ferida. NÃO COMPACTUAMOS COM NENHUM TIPO DE VIOLÊNCIA, e desejamos que o agente ferido se recupere bem, assim como os demais afetados. Naquele momento, a confusão se generalizou e os nossos também foram agredidos. Nada justifica qualquer forma de violência, e essa nota vem explicar o nosso entendimento da história".
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