Emoção marca a despedida de Geovani Silva
Pequeno Príncipe foi sepultado nesta terça-feira, em Vila Velha
A despedida do ex-jogador Geovani Silva, que faleceu na madrugada da última segunda-feira, aos 62 anos, foi marcada por muita emoção. O ídolo do Vasco e da Desportiva foi sepultado no Cemitério Parque da Paz, em Vila Velha, na tarde desta terça-feira.
Além dos três filhos, Geovani, Andrey e Gabriel, outros familiares, amigos, fãs, ex-jogadores e autoridades estiveram no local para dar o último adeus ao craque.
“A característica que mais se sobressaía no meu pai era a simplicidade, a humildade. Então, como pai, ele realmente era um cara muito cuidadoso com a gente, realmente se preocupava. E um cara que passava muita força para nossas conquistas, nossos objetivos”, contou Geovani Filho.
China, Carlos Germano, Luciano Lacerda e Andrezinho foram alguns dos ex-atletas que compareceram ao local para se despedirem do amigo.
“Estou dilacerado. Nós somos contemporâneos e fomos convocados por Rio Branco e Desportiva. Nós nos amávamos. Essa notícia deixou um buraco em mim”, lamentou o amigo China.
O ex-governador Renato Casagrande, assim como o ex-secretário de esportes José Carlos Nunes, foram dois dos políticos que fizeram questão de marcar presença na despedida do ídolo capixaba.
“O Geovani representou uma oportunidade de o Espírito Santo ser conhecido no mundo. Ele nunca deixou de falar do Estado. Era um profissional de alto gabarito e uma boa pessoa”, frisou Casagrande.
“Ele deu muita visibilidade ao nosso Estado. Sempre foi um apaixonado pelo esporte e é uma perda irreparável para a gente”, completou Nunes.
No meio do esporte local, Miguel Trés, presidente do Vilavelhense, e Gustavo Vieira, presidente da Federação Capixaba de Futebol, marcaram presença.
“O Geovani é um ídolo brasileiro e mundial. O Vilavelhense teve o privilégio de contar com ele em 2002, quando iniciou sua trajetória, e nos ensinou muito sobre futebol. Somos muito gratos”, agradeceu Miguel.
Entre os diversos torcedores com camisas de Vasco, Desportiva e Rio Branco — clubes em que Geovani atuou ao longo da carreira —, Almir Gonçalves, sargento aposentado do Exército, de 62 anos, tem várias lembranças com o craque.
“Ele sempre comparecia aos eventos do Exército e ia à minha casa comer dobradinha. Como jogador, era um príncipe encantado”, recordou.
O Pequeno Príncipe foi enterrado com as bandeiras do Vasco e do Espírito Santo, duas de suas maiores paixões, sobre o caixão. Geovani Filho fez um emocionante discurso no fim e agradeceu a presença de todos que estavam no local.
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