Operação Bad Host: 18 integrantes de facção criminosa são presos no ES
Prisões aconteceram em Itaguaçu, Cariacica e dentro do sistema prisional; nove mandados de busca e apreensão também foram cumpridos
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Durante a Operação Bad Host, deflagrada na última terça-feira (12), 18 integrantes do Terceiro Comando Puro (TCP) foram presos. A ação mirou um grupo criminoso de Cariacica que tentava estabelecer um núcleo da facção em Itaguaçu, na Região Serrana do Espírito Santo.
Dentre os presos pela operação, que buscou cumprir 27 mandados de prisão e nove de busca e apreensão, cinco foram abordados em Itaguaçu, uma estava em Cariacica e outros doze tiveram novas prisões preventivas cumpridas dentro do sistema prisional.
Acusado pelos crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico, associação criminosa, comércio ilegal de armas, lavagem de capitais e homicídios, o grupo começou a ser investigado em 2024, quando um homem foi morto. A partir disso, mandados de buscas foram cumpridos e duas prisões realizadas.
"A gente pegava esses flagrantes, essas prisões, e íamos montando esse quebra-cabeça que culminou com essa operação de hoje, no sentido que a gente conseguiu, de fato, mapear toda a estrutura desse grupo que vinha atuando em Itaguaçu e com essa ramificação aqui em Cariacica", disse o titular da Delegacia de Políca de Itaguaçu, delegado Renan Alves dos Santos.
Entre os presos antes da operação ser deflagrada estão Jefferson Caldeira, 34 anos, apontado como líder da organização criminosa e detido em Eunapólis, na Bahia, para onde fugiu, e Cristian do Nascimento Batista, responsável pelos homicídios durante a expansão da organização criminosa.
Movimentação do grupo
O delegado Renan Alves dos Santos explicou que, anteriormente, os integrantes do grupo criminoso que atuava em Itaguaçu haviam sido presos e, por isso, foi feito um acordo com os investigados de Cariacica para que eles fossem para o interior.
"Eles sabiam que se eles mantivessem o tráfico colocando o rosto na frente, cedo ou tarde eles seriam facilmente identificados e presos. Então houve esse ajuste, e a partir daí a gente começou a identificar indivíduos sempre de Cariacica lá", expôs o delegado.
De acordo com as investigações, o grupo de Cariacica não possuía vínculos lícitos em Itaguaçu, ou seja, não havia ligações com trabalho, estudos, imóveis e, tampouco, parentes.
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