Casal é preso suspeito de comercializar ilegalmente medicamentos para emagrecimento
Além de medicamentos, na casa dos suspeitos, foram encontradas ampolas de testoronas e duas agendas com registros detalhados de vendas
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Um casal, 35 e 42 anos, foi preso em flagrante por comércio ilegal de medicamentos destinados ao emagrecimento. A prisão dos dois suspeitos aconteceu nesta terça-feira (12), na casa deles localizada no bairro Marbrasa, Cachoeiro de Itapemirim, no Sul do Estado, durante a deflagração da Operação Fat-Free.
Segundo a Polícia Civil, inicialmente, o casal resistiu à entrada dos policiais para o cumprimento de busca e apreensão. Durante as buscas, foram encontrados e apreendidos medicamentos de uso controlado sem a devida prescrição médica, além de Tirzepatida, Alluvi, Lipostabil Endovena e Retatrutide, este último não sendo autorizado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para comercialização no Brasil, uma vez que ainda está em fase de estudos.
Na residência dos investigados, também foram localizados e apreendidos aparelhos celulares, dois notebooks, ampolas de testosterona, solução bacteriostática e duas agendas com registros detalhados de vendas, incluindo anotações de clientes e valores, o que indica que o casal possuía uma rede de distribuição em perfis nas redes sociais.
Os suspeitos foram presos em flagrante por falsificar, corromper, adulterar ou alterar produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais com o agravante do produto não ter registro, quando exigível, no órgão de vigilância sanitária competente. Eles foram conduzidos à Delegacia Regional de Cachoeiro de Itapemirim para os procedimentos legais cabíveis e, em seguida, devem ser encaminhados ao sistema prisional.
De acordo com a Polícia Civil, também foi cumprido um mandado de busca e apreensão no bairro São Francisco de Asssis, em Cachoeiro de Itapemirim. Contudo, não houve apreensão de materiais ilícitos.
Investigação
As investigações tiveram início após o Conselho Regional de Farmácia do Espírito Santo (CRF/ES) e à Ouvidoria da Anvisa encaminharem denúncias relatando a comercialização irregular dos medicamentos por meio das redes sociais.
As irregularidades foram confirmadas pela Vigilância Sanitária Municipal e constatadas durante a apuração policial.
Equipes da Delegacia Especializada de Narcóticos (Denarc), Delegacia Especializada de Infrações Penais e Outras (Dipo), Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Delegacia Especializada de Investigações Criminais (Deic) e o Centro de Inteligência e Análise Telemática (Ciat) Sul participaram da ação.
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